João Munhoz Neto foi solto na tarde desta quinta-feira (1º), após decisão judicial. Ele deixou o presídio em Aquiraz, na região metropolitana de Fortaleza, acompanhado da advogada. A soltura ocorreu após o juiz da 5ª Vara do Júri da Comarca da capital acolher o pedido da defesa e a manifestação do Ministério Público e revogar a prisão preventiva dele.
“Nós recebemos com grande tristeza, grande tristeza, porque já existem provas mais do que concretas, que ele realmente estabeleceu uma relação de assédio, uma relação com minha filha de violência, violência emocional, psicológica”, lamentou a professora universitária Isorlanda Caracristi.
A Justiça concedeu a liberdade de João Munhoz estabelecendo algumas medidas cautelares; entre elas o distanciamento dos familiares da vítima, o monitoramento eletrônico e a proibição de se ausentar da comarca. A Justiça não divulgou, no entanto, com base em quais motivos revogou a prisão.
“Então, tudo isso nos deixa muito triste, mesmo ele tendo sido solto sob circunstâncias restritivas, mas é muito triste saber que ele está solto […] Mas nós vamos continuar lutando porque nós vamos até o fim, para termos a justiça”, reforçou Isorlanda.
“Porque esse caso pode ser um caso exemplar, para que outras meninas não sofram o que a minha filha sofreu”, complementou.
A mãe de Isabelle disse ainda que as advogadas que representam a família estudam o caso para saber quais os próximos possíveis passos jurídicos. “As nossas advogadas estão vendo isso. Elas são técnicas e estão tentando ver essas possibilidades, nesse sentido”, explicou a professora sobre um possível recurso contra a soltura de João Munhoz Neto./g1
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