Por Reginaldo Silva- professor-radialista- jornalista
Enquanto o centro se divide com uma série de nomes para disputar a presidência da República e Bolsonaro se segura no seu grupo de fieis seguidores, que hoje giram em torno de um quarto do eleitorado brasileiro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai usando o que tem de melhor, a articulação política, para viabilizar seu caminho ao Palácio do Planalto.
No Rio de Janeiro, Lula está conseguindo uma proeza. Eduardo Paes deve permanecer na prefeitura do Rio e o presidente nacional da OAB, Felipe Santa Cruz vai disputar o governo do Estado. A vaga para o Senado ficaria com o deputado federal Alexandro Molon que deixou a Rede para se filiar ao PSB.
Com essa articulação, Lula une a esquerda e uma fatia do centro-direita e vai encurtando cada vez mais o caminho do centro que não tem uma definição de candidatura. Lula tem dito que para se ganhar uma eleição é preciso mais de 50% dos votos, colocando as alianças como ponto fundamental de sua estratégia.
O Ex-presidente sabe que precisa ganhar a eleição ainda no primeiro turno, pois caso o jogo seja decido em segundo turno, independentemente de quem vá para o segundo turno, Bolsonaro ou um candidato de centro, a artilharia contra o petista será dobrada.
Nesta próxima semana o petista continua atuando no campo das articulações e vai reunir a cúpula pragmática do MDB, com o mesmo objetivo, unir forças e tentar vencer em primeiro turno as eleições.
Lula aprendeu muito com a eleição de Bolsonaro, para ganhar a eleição, não é preciso ter uma grande aprovação, é necessário que se mantenha um grupo fiel e atue para que os outros continuem divididos.





