Por Reginaldo Silva- Professor, Radialista e Jornalista
Em 2006, quando Lula venceu Geraldo Alckmin na campanha eleitoral para presidente, o País também estava dividido entre tucanos e petistas, mas, as adversidades políticas existam dentro do campo democrático, sem o clima divisão ideológica existente nos dias atuais.
Na última sexta-feira (11/02) o ex-presidente Lula e o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin voltaram a encontraram em um jantar em São Paulo, na casa do ex-prefeito e pré-candidato ao Palácio dos Bandeirantes Fernando Haddad (PT). O encontro foi todo voltado para formação da Chapa, Lula-Alckmin.
Lula tem sido um dos maiores defensores dessa aliança, porque sabe que o simbolismo que gira em torno dela é maior que a própria aliança política, entre um petista histórico e um tucano raiz.
Quando Lula venceu Alckmin em 2006, o mapa vermelho dominava a metade do Brasil e a outra metade era dominada pelo azul tucano. Os cálculos do petista, gira em torno da experiência de um ex-presidente que governou o Brasil por vários anos e de um ex-governador do maior Estado da federação que também manteve o controle político do Estado paulista por vários anos.
A ideia é apontar a união e experiência política como solução, ganhar a confiança dos brasileiros e demonstrar que não haverá solavancos e sobressaltos na economia, que o País pode voltar a crescer economicamente, que adversários podem se unir em nome de um bem maior e que a paz política com o comando de dois moderados pode ser a solução para o clima de tensão política que prevaleceu no País nos últimos anos.
Lula quer Alckmin porque sabe que o simbolismo político da união dos dois é maior que uma simples aliança política.





