A definição conclui uma longa negociação interna e permite que os principais núcleos políticos da base governista sejam atendidos. Cid Gomes garantiu Júnior Mano como seu primeiro suplente, Elmano conseguiu incluir Luizianne na disputa pelo Senado e Camilo Santana assegurou um espaço estratégico para Chagas Vieira.
A primeira candidatura ao Senado será encabeçada por Cid Gomes, que disputará a reeleição, tendo Júnior Mano como primeiro suplente. Esse acordo havia sido construído após uma articulação que envolveu o presidente Lula e as principais lideranças da base governista no Ceará.
A presença de Gabriella Aguiar como candidata a vice-governadora também amplia a representação feminina e partidária na majoritária. O arranjo preserva a participação do PSD e mantém MDB e Republicanos integrados à aliança, reduzindo o risco de insatisfações ou rompimentos na reta final das convenções.
A escolha de Luizianne ganhou força após Eunício Oliveira retirar sua candidatura ao Senado por questões de saúde. Com a decisão do emedebista, a disputa pela vaga ficou concentrada entre Luizianne e Chagas Vieira, até que a composição colocou os dois na mesma candidatura.
Politicamente, a entrada de Luizianne oferece à campanha de Elmano uma candidatura com forte identificação junto à esquerda, aos movimentos sociais e a setores da militância petista. Essa mobilização havia perdido intensidade depois da saída de José Guimarães da disputa majoritária.
Ao fim e ao cabo, a chapa governista conseguiu transformar meses de impasses em uma solução ganha-ganha, ou seja, as principais lideranças foram contempladas na majoritária.
Resolvida a disputa interna, a base governista terá agora uma montanha ainda maior pela frente: a campanha eleitoral em disputa direta contra enfrentar Ciro Gomes. A negociação terminou, mas a campanha que começa exigirá unidade, mobilização e capacidade de convencer o eleitorado cearense.






