No texto, a organização diz esperar “o posicionamento imediato da CBF, do Ministério Público e de todos os órgãos governamentais responsáveis pela pauta LGBTQIA+, para que adotem as medidas cabíveis e legais diante do ocorrido”. “A lei existe, e deve ser cumprida com rigor.”
No domingo (30), em entrevista após ser apresentado como técnico para tentar salvar o Internacional do rebaixamento no Campeonato Brasileiro, Abel Braga afirmou ter dito ao diretor esportivo do clube, Andres D’Alessandro: “Eu não quero meu maldito time treinando com camisas cor-de-rosa, parece um time de veados.”
Questionado sobre o comentário ofensivo na mesma entrevista, o técnico alegou que foi dito “em tom descontraído”, como parte dos esforços para motivar seu elenco em dificuldades.
Mais tarde, diante da repercussão negativa, ele pediu desculpas. “Reconheço que não fiz um bom comentário sobre a cor rosa durante minha entrevista coletiva. Antes que isso se espalhe, peço desculpas. Cores não definem gêneros. O que os define é o caráter”, escreveu.
Na nota, a Ligay afirma existir “para garantir que pessoas LGBTQIA+ tenham um espaço seguro para praticar esporte, sem serem alvo de ódio, deboche ou desumanização”.
“Frases como essa não são opinião. Não são ‘brincadeira’. Elas matam. Alimentam uma cultura de violência que exclui, humilha e coloca em risco a vida de pessoas como nós —todos os dias.”
O texto continua: “Basta de homofobia recreativa. Basta de naturalizar ataques e discursos que violentam a nossa existência.”/Folha SP
(Foto: reprodução)





