Líder do governo Lula na Câmara Federal quer que PT proíba aliança com PL de Bolsonaro

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O líder do governo na Câmara, José Guimarães (CE), vai propor que o PT proíba alianças com o PL do ex-presidente Jair Bolsonaro nas eleições deste ano para as prefeituras e câmaras municipais. Um dos vice-presidentes do PT, Guimarães também quer que partidos da base de sustentação do governo firmem um “pacto de não-agressão” na campanha, embora admita que a tarefa seja difícil.

“Eu vou defender que o PT não faça aliança com o PL de Bolsonaro”, defendeu Guimarães, horas depois de uma reunião da Executiva Nacional petista, nesta segunda-feira (26/2). “Não podemos fazer aliança com quem atenta contra a democracia e o estado democrático de direito”, completou o deputado, numa referência às investigações da Polícia Federal que indicam a participação do ex-presidente na tentativa de golpe, em 8 de janeiro de 2023.

Para o deputado, os governadores e prefeitos que compareceram ao ato convocado por Bolsonaro no domingo (25/2), na Avenida Paulista, são “cúmplices do golpe”. A lista inclui o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB) e os governadores Tarcísio de Freitas (São Paulo), Romeu Zema (Minas Gerais), Ronaldo Caiado (Goiás) e Jorginho Mello (Santa Catarina).

Guimarães argumenta, porém, que é necessário deixar a ordem mais explícita na próxima reunião do Diretório Nacional, em 26 de março. “O PT precisa ter uma diretriz sobre isso. Até agora, não autorizou nem proibiu (a aliança)”, afirmou ele.

Guimarães acha, porém, que o compromisso de apoio a Lula em 2026 deve ficar mais nítido a partir de agora. Além disso, o líder do governo pretende marcar conversas com dirigentes de siglas aliadas – do Centrão ao PDT – para discutir a relação em cidades com mais de 100 mil eleitores.

“Todos os partidos que dão sustentação política ao governo Lula deveriam estar juntos na eleição de outubro”, avalia Guimarães.

“Onde não pudermos estar juntos, precisamos ter um pacto de não-agressão e uma convivência respeitosa. Não pode ser uma separação irreconciliável. A eleição passa e o governo continua”, insistiu Guimarães.

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