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Laudo aponta que Adélio tem doença mental e não pode ser punido criminalmente

Segundo laudo realizado por peritos indicados pela Justiça Federal, Adélio Bispo de Oliveira tem doença mental – chamada transtorno delirante permanente paranoia – e não pode ser punido criminalmente pela facada que deu no presidente Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral, em setembro do ano passado.

Segundo o documento, em entrevistas com psicólogos e psiquiatras, Adélio disse que não cumpriu sua missão e que, saindo da cadeia, iria matar Jair Bolsonaro.

O laudo recomenda que ele seja internado por tempo indeterminado num manicômio judicial e que sejam realizados novos exames psicológicos para avaliação da condição clínica a cada dois anos.

Em outubro do ano passado, a Justiça Federal aceitou a denúncia contra Adélio por prática de atentado pessoal por inconformismo político e o tornou réu, mas ainda não julgou o caso. Ele está preso provisoriamente desde o dia do crime, cometido no dia 6 de setembro, tendo sido transferido para o presídio de segurança máxima de Campo Grande dois dias depois.

O laudo oficial deve subsidiar a análise pela Justiça de um procedimento para investigar a sanidade mental do acusado, apresentado pela defesa e que caminha junto com a ação penal na 3ª Vara Federal de Juiz de Fora.

Uma audiência com a presença dos peritos para esclarecimentos sobre a constatação da doença deve ser realizado, mas ainda não há informações sobre a data.

O advogado Zanone Manuel Junior informou que ainda não teve acesso ao laudo. A Justiça Federal afirma que a ação penal corre em sigilo e ainda não se manifestou./ DP

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