A decisão atendeu a uma representação apresentada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) após denúncias que apontavam abuso de poder político durante o pleito de 2024 no município.
Segundo a Promotoria da 21ª Zona Eleitoral, o ex-prefeito Robério Moreira teria utilizado recursos e influência política para beneficiar os então candidatos Sérgio Rufino e Albertina Ribeiro, violando o princípio da isonomia eleitoral.
Denúncias e investigação
As denúncias sustentadas pelo Ministério Público afirmam que o grupo teria se valido da estrutura pública municipal com objetivo de favorecer aliados no processo eleitoral, o que configuraria abuso de poder político.
A ex-secretária de Educação, Terezinha Rufino, também foi incluída na sentença por envolvimento direto na conduta investigada.
Sérgio Rufino, que disputou a Prefeitura em 2024 e já governou Ipu por dois mandatos, é apontado como liderança política local e agora se torna inelegível até 2032, assim como Albertina Ribeiro.
Impacto político em Ipu
A decisão representa um importante desdobramento no cenário político de Ipu, atingindo o principal grupo eleitoral da cidade e provocando reorganização interna para a disputa municipal de 2028.
O Ministério Público Eleitoral reforçou que a sentença é resultado de um rigoroso processo de apuração e que o objetivo é assegurar igualdade de condições entre candidatos e o respeito às normas democráticas.
Os condenados ainda podem recorrer da decisão, mas permanecem inelegíveis enquanto o processo tramita nas demais instâncias da Justiça Eleitoral.





