Começa nesta quinta-feira (5/2) o período da chamada janela partidária, intervalo que se estende até o dia 3 de abril e permite que parlamentares eleitos em 2022 mudem de partido sem risco de perda de mandato.
O mecanismo, previsto na legislação eleitoral, costuma provocar intensas movimentações nos bastidores da política, principalmente entre deputados estaduais e federais que buscam reorganizar seus projetos eleitorais para o próximo pleito.
No Ceará, o período promete movimentar tanto a base governista quanto a oposição, em meio às articulações que já projetam o cenário para as eleições de 2026.
Movimentos na base governista
Entre os aliados do governador Elmano de Freitas, algumas mudanças podem ocorrer também dentro da própria estrutura do governo.
Secretários que pretendem disputar mandato eletivo devem deixar seus cargos para se habilitar à disputa. Um dos nomes mais citados é o do chefe da Casa Civil, Chagas Vieira, que deve definir nos próximos meses a legenda pela qual pretende disputar as eleições.
Outro ponto em debate envolve o destino partidário de parlamentares mais próximos à base governista. Muitos avaliam migrar para o Partido dos Trabalhadores (PT) ou para o Partido Socialista Brasileiro (PSB), liderado no Estado pelo senador Cid Gomes.
Também não está descartada a migração de lideranças políticas e gestores municipais para outras siglas, como o Partido da Renovação Democrática (PRD), que tenta ampliar sua presença no cenário estadual.
Movimentação na oposição
Do lado da oposição, a expectativa é de mudanças envolvendo parlamentares atualmente filiados ao Partido Democrático Trabalhista (PDT) e ao União Brasil.
Nos bastidores, é aguardada uma possível migração de deputados estaduais dessas legendas para o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), em um movimento que busca fortalecer a construção de uma pré-candidatura do ex-ministro Ciro Gomes ao Governo do Estado.
Tabuleiro de 2026
A janela partidária funciona como um momento estratégico para reorganização das forças políticas, definição de palanques e construção de alianças para o próximo ciclo eleitoral.
No Ceará, as movimentações devem redefinir o posicionamento de diversas lideranças e partidos, influenciando diretamente a formação das chapas proporcionais e a disputa majoritária nas eleições de 2026.





