Mérito dos grandes zagueiros Chiellini, 36, e Bonucci, 34, que empurram essa nova geração. Eles ajudaram a calar mais de 60 mil ingleses em Wembley neste domingo (11/07), além da mensagem muito forte do exemplo que deixam para os italianos e para o mundo do futebol, apesar de tantas derrotas é preciso seguir em frente.
O goleiro Donnarumma também garantiu seu nome na reconstrução italiana, desde que estreou ainda muito jovem no Milan, o goleiro defendeu duas cobranças de pênalti e garantiu o título para a sua seleção, assim como Buffon foi o grande astro da Itália na Copa do Mundo de 2006.
Harry Kane deu o passe que iniciou a jogada do gol de Shaw, aos 2 minutos do primeiro tempo para Inglaterra. Bonucci empatou a partida após confusão em jogada de escanteio, aos 21 do segundo tempo para Itália.
Em Wembley eram 7 mil torcedores italianos contra 60 mil ingleses na arquibancada, o maior público da Eurocopa. No Reino Unido, mais da metade da população (66%) recebeu duas doses da vacina contra a Covid-19, enquanto 87,1% recebeu a primeira dose, de acordo com o governo. Para estar na arquibancada, os torcedores precisaram apresentar teste PCR negativo.
Antes da partida, os ingleses encheram as ruas e comemoraram. O sentimento de chegar a uma final não existia no País, a última vez havia sido em 1966, contra a Alemanha e garantiu o título da Copa do Mundo em Wembley.
Enquanto o Brasil sofreu um segundo Maracanazo, desta vez contra a Argentina, e manteve o seu “complexo de vira latas” descrito por Nelson Rodrigues, a Itália também calou os ingleses em seu templo sagrado e fez um trocadilho com a música inglesa, “It’s Coming Home” (está indo para casa), e transformou-a em “It’s Coming Rome” (está indo para Roma).
Parabéns Itália, pelo espírito de luta e reconstrução no futebol
(Foto: Foto: Uefa Euro)





