Por Reginaldo Silva- Professor, Radialista e Jornalista

As eleições de 2024, talvez sejam as mais importantes depois da Redemocratização do Brasil. Esse período ficou marcado na história pela transição de um governo militar para um governo civil.
Em 2024, os municípios brasileiros vivem um momento parecido, em que deverão escolher o modelo político que deve nortear as eleições presidenciais de 2026. Após às experiências governamentais da extrema direita com Bolsonaro e a volta ao poder do modelo de esquerda com Lula.
Ipueiras, é um município estratégico politicamente, porque faz limite com municípios da Serra da Ibiapaba e dos Sertões de Crateús.
Os eleitores de Ipueiras esperavam e esperam por uma renovação política há algum tempo, contudo, esse cenário parece ainda um pouco distante da realidade daquele município, pelo menos em relação a 2024.
Já foi citado aqui em artigo anterior os números das últimas eleições municipais em Ipueiras que aponta os ínfimos resultados de candidaturas de terceira via. O fato decorre da polarização entre Titico (ex-prefeito) e Neném do Cazuza nas últimas duas décadas, sedimentada no último pleito com a eleição de Júnior do Titico, atual prefeito do município.
O fato político que justifica o artigo, foi a ida do gestor municipal para o Republicanos, liderado por Chiquinho Feitosa no Ceará, partido alternativo do Governo do Estado.
Com Neném do Cazuza também ligado ao governo Elmano de Freitas e Camilo Santana, com quem votou na última eleição, os dois maiores protagonistas do último pleito, seguem alinhados a base governista estadual.
Uma possível terceira via, com Réverson Mourão, hoje ligado ao deputado federal do Progressistas, AJ Albuquerque, também ocuparia esse campo da base governista com menos poder de fogo.
Em Ipueiras, outro nome que se ventila para uma possível candidatura é o do ex-prefeito de Ararendá, o petista, Aristeu Eduardo, fato pouco provável, já que existe tantos nomes ocupando espaço ligados a base governista.
Ao que tudo indica, a exemplo do que aconteceu recentemente no país, com Lula e Bolsonaro, os ipueirenses, terão que decidir novamente, entre dois modelos de gestão. Se querem a permanência administrativa de Júnior do Tico, ou o modelo de gestão de Nenem do Cazuza, ambos já testados no município e voltam ao tabuleiro político local.
Uma terceira via estaria descartada? Não. Mas, certamente, teria que fazer um esforço gigante para transpor essa barreira.
A sorte está lançada em Ipueiras!





