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H1N1 causou a maioria das 222 mortes por gripe em 2019

O vírus da gripe já matou 222 pessoas neste ano, segundo o balanço mais recente do Ministério da Saúde, com dados até 25 de maio. A maior parte das mortes por influenza foi causada pelo subtipo A (H1N1): 148, o que representa 66,6% do total de óbitos. 

Em 2018, foram 335 mortes por gripe até a semana epidemiológica 21. Dessas, 218 haviam sido causadas pelo H1N1, ou seja, 65%. Esse subtipo viral tem uma virulência alta e é facilmente transmitido.

Surtos de gripe em Goiás e no Ceará impulsionaram as altas taxas registradas um ano atrás, observa a médica Nancy Bellei, consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia —foram 338 no primeiro e 300 casos no outro.

O Ministério da Saúde não atingiu a meta de vacinar 90% do grupo prioritário entre 10 de abril e 31 de maio. A cobertura ficou em torno de 80%. O grupo inclui categorias como gestantes, puérperas (mulheres até 45 dias após o parto), crianças de seis meses a menores de seis anos e idosos.

Os grupos com maiores taxas de óbito foram idosos (39,2%), diabéticos (27,1%), pessoas com doença cardiovascular crônica (26,5%) e crianças de até cinco anos (19,3%).

Para evitar a gripe, a infectologista Roberta Schiavon orienta que, além de tomar vacina, as pessoas lavem bem as mãos, usem álcool gel, mantenham ambientes ventilados e, ao espirrar, tapem a boca com o antebraço, em vez das mãos.

A recomendação de especialistas é se vacinar, higienizar bem as mãos com água e sabão, ter sempre álcool gel em mãos, manter ambientes bem ventilados e evitar contato com pessoas contaminadas./FSP

 

 

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