A articulação entre os chefes dos Três Poderes simboliza um esforço institucional coordenado para ampliar políticas públicas, fortalecer medidas de proteção e garantir respostas mais rápidas e eficazes diante dos casos de feminicídio no país.
Durante o evento, o líder do governo na Câmara, deputado federal José Guimarães, destacou a gravidade do problema e classificou o feminicídio como uma ferida social que exige ação conjunta e permanente.
Segundo o parlamentar, “o assassinato de mulheres por sua condição de gênero é uma chaga que não será mais tolerada. Acabou o tempo da omissão e do empurra-empurra entre as instituições”.
Guimarães ressaltou que o pacto prevê maior agilidade na concessão de medidas protetivas, ampliação do uso de tecnologias para monitoramento de agressores e fortalecimento das políticas de prevenção. Para ele, a iniciativa também representa um chamado à responsabilidade coletiva, especialmente entre os homens, no combate à violência de gênero.
O presidente Lula reforçou que a proteção das mulheres é condição essencial para o fortalecimento democrático do país. “A democracia plena só existe se as mulheres puderem viver com autonomia e liberdade”, afirmou.
Ao defender a adesão ampla ao pacto, Guimarães pontuou que a mobilização ultrapassa divergências políticas e institucionais. Segundo ele, o Ceará e todo o Brasil precisam atuar de forma integrada para reduzir os índices de violência contra mulheres e garantir proteção efetiva às vítimas.





