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Ceará Notícias > Blog > Esporte > Galvão diz que Copa do Mundo no SBT é despedida da narração: ‘Idade não vai permitir’
Esporte

Galvão diz que Copa do Mundo no SBT é despedida da narração: ‘Idade não vai permitir’

Ultima atualização: 29/06/2026 9:23 AM
Redação
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7 Min. de Leitura
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Dessa vez não tem mais volta. Em sua 14ª Copa do Mundo, Galvão Bueno, 75, diz que o Mundial de 2026 é seu último ato como narrador em torneios de seleções e até mesmo na carreira. O narrador do SBT reconhece que em 2030 estará com uma idade avançada para locução.

“Na próxima, a idade já não vai permitir. Não vai dar, né? Eu vou assistir à Copa do Mundo. Se eu trabalhar vai ser apresentando um programa, gravando um comentário diário, alguma coisa assim”, afirma em conversa por telefone com a coluna.

Nesta segunda-feira (29), Galvão Bueno narra Brasil e Japão, pela segunda fase da Copa do Mundo, às 14h. Ele vai engordar uma estatística curiosa: é o locutor que mais transmitiu jogos de Mundiais na história da TV em todo o planeta.

Ele admite que não fazia ideia até bem pouco tempo. Isso, mesmo após tanto tempo como principal nome esportivo da Globo.

“Eu realmente não sabia do número. Fiquei impressionado porque já fiz 57 jogos da seleção em Copas. Para chegar em 148 é muita coisa. Mas foi emocionante. Afinal de contas, agora eu estou no Guinness!”, completa.

Veja a entrevista na íntegra:

Seu desempenho nesta Copa do Mundo vem sendo elogiado. Qual foi a preparação vocal que você fez especificamente para esse Mundial?

Eu sempre fiz muita preparação de voz. Teve uma época que eu fumava, fiz a besteira de fumar. Mas teve um dia que comecei a me preparar para um mundial, larguei e nunca mais fumei. Mas dessa vez eu me preparei com sessões de fono, exercícios. Fiz um tratamento intensivo com umas injeções modernas para limpar o sistema respiratório. Estou me sentindo bem. Senti que tinha a responsabilidade de me cuidar.

Galvão, esta é, de fato, sua última Copa do Mundo como narrador? Você já decidiu como será sua vida depois do Mundial?

Se é minha última Copa do Mundo? Na verdade, deveria ter sido em 2022. Foi um momento muito bacana de encerramento com homenagem, tive um documentário no Globoplay contando sobre a minha vida em cinco capítulos, com mensagens de muita gente, muitos artistas. Eu avisei que não iria parar, mas que não iria narrar mais uma Copa. Disse: ‘vamos ver o que vai dar’. Aí surgiu essa possibilidade de comprar os direitos da Copa do Mundo através da NSports, da qual entrei como sócio, em parceria com o SBT. Não poderia ser melhor. Estou me sentindo muito bem no SBT. É uma coisa muito gostosa. Fiquei muito feliz, mas a idade já não vai permitir.

Sem chance de mudar de ideia mais uma vez?

Não vai dar, né? Eu vou assistir à Copa. Se eu trabalhar vai ser apresentando um programa, gravando um comentário diário, alguma coisa assim.

Você sabia do recorde histórico de narração em Copas? E como foi esse reconhecimento?

Eu não tinha a menor ideia. Isso foi um trabalho da Betnacional, que é uma patrocinadora muito querida minha. Eles me disseram que eu iria receber uma homenagem lá na Casa Ronaldo. Tanto que quando eu cheguei lá, subi ao palco e disse: ‘estou aqui, o que vai acontecer?’. E aí veio essa placa do Guinness World Records, recorde mundial de transmissão de jogos de Copa do Mundo.

Quantos jogos são ao todo?

148 jogos, 149 agora quando estou falando. Mas eu realmente não sabia do número. Fiquei impressionado porque já fiz 57 jogos da seleção em Copas. Para chegar em 148 é muita coisa. Mas foi emocionante. Afinal de contas, agora eu estou no Guinness!

Você está satisfeito com os números de audiência que o SBT tem alcançado com os jogos que você transmite?

Olha, eu estou encantado com o sucesso que está acontecendo. Com o carinho das pessoas, com as mensagens. Com os posts todos que estão sendo feitos. Também agradeço muito aos jornalistas de televisão com a forma que eles têm trabalhado. Você, inclusive, Vaquer. Os elogios, algumas críticas, mas com educação. Muito justas.

Você ajudou a montar a equipe?

Participei da escolha de muitos nomes. Vários antigos companheiros. Então eu estou encantado com o sucesso, volto a dizer que trabalhar no SBT é muito especial. Números eu sempre quis mais. Mesmo quando fazia aqueles números gigantescos na Globo eu sempre quis mais! Quem é competitivo como eu, sempre vai querer mais. Mas estou feliz, porque fizemos um belo número no primeiro jogo, aumentamos no segundo e aumentamos bastante no terceiro. Que continue subindo e continue aumentando.

Você fez algumas críticas em relação à posição e à estrutura da Copa nas transmissões. Como tem sido viver a Copa nos EUA?

Olha, em 1994, nossa condição de trabalho era muito melhor do que agora. É preciso explicar. A gente vê o campo de muito longe, os jogadores muito pequenos em alguns estádios – como em New Jersey e lá na Filadélfia, por exemplo. Miami foi um pouquinho melhor -não dá para ver o campo inteiro. Perde-se um pedaço do campo.

Não tem nenhum tipo de conforto?

A gente fica tão espremido, mas tão espremido, que não há possibilidade daquela coisa que a gente faz com a câmera antes no jogo, no intervalo, na espera. É muito ruim. É uma desconsideração com a imprensa televisiva mundial. Sabe por quê? Quem paga a conta de tudo são as televisões do mundo inteiro quando compram os direitos caríssimos. Então é uma coisa horrorosa, uma falta de respeito./Folha SP

(Foto: Reprodução)

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