Na operação duas pessoas foram presas em flagrante e R$ 2 milhões foram bloqueados em bens móveis, imóveis e valores
De acordo com as investigação pelo menos dez empresas administradas pela quadrilha já foram identificadas até o momento. A Polícia pretende aprofundar as investigações para averiguar o possível envolvimento de agentes públicos no esquema.
A operação cumpriu 15 mandados de busca e apreensão em várias residências. Foram alvo de sequestro judicial 38 veículos e um imóvel. Cerca de R$ 700 mil foram encontrados em quase 420 contas bancárias. Apenas de dinheiro em espécie, foi localizado o valor equivalente a R$ 120 mil em moedas variadas, entre dólar, euro e moeda coreana.
Durante a ação foram apreendidos 1.500 dólares falsificados, oito armas de fogo, sendo duas espingardas calibre 12, uma espingarda calibre 22, uma espingarda calibre 28, um revólver calibre 32, um revólver 38, pistola calibre 22 e rifle calibre 40, além de munições, telefones celulares, computadores e documentação.
“Uma das empresas sequer possuía um domicílio, pintaram na casa de um dos investigados um pedaço do muro e colocaram o nome da empresa nesse pedaço do muro, então ela sequer tinha um imóvel”, conta Marcelo Veiga, delegado adjunto da Delegacia de Combate à Corrupção (Decor), que participou da operação em Itatira.
Segundo a Polícia, os titulares das empresas investigadas estavam nessa condição apenas de maneira jurídica, ou seja, eram “laranjas”. Na verdade, outras pessoas, também identificadas no curso da investigação, administravam essas empresas.
Essas empresas contratavam com administrações públicas municipais valores milionários, mas a maioria delas não possuía condições técnicas de prestar esses serviços contratados. O principal portfólio delas era a locação de veículos.
De acordo com o delegado titular Delegacia de Combate à Corrupção, Osmar Berto a operação busca esclarecer se há agentes políticos e servidores públicos envolvidos no esquema criminoso, além de evidenciar se essas empresa tinham a facilidade pra contratar com os poderes públicos.
(Com informações O Povo)
*Foto/Capa: Angélica Feitosa) da esquerda para a direita, Paulo Cid, diretor do Departamento de Recuperação de Ativos da PCCE; Márcio Gutierrez, delegado geral adjunto; Osmar Berto, delegado titular da Delegacia de Combate à Corrupção e Marcelo Veiga, delegado adjunto da Delegacia de Combate à Corrupção. (Foto: ANGÉLICA FEITOSA





