FRANÇA X INGLATERRA
Miami Gardens, sábado (18), às 18h (de Brasília)
- Globo, SBT, CazéTV, SporTV, N Sports e Ge TV (Globoplay)
Favorita ao título, a seleção francesa sucumbiu diante da Espanha, mas ainda tem o astro Kylian Mbappé motivado pela briga com Lionel Messi pela artilharia do Mundial.
Os dois estão empatados, com oito gols cada um, mas o argentino aparece à frente no quadro da Fifa por ter mais assistências —e, claro, com um jogo ainda a disputar, neste domingo (19), na decisão com a Espanha.
Também embala o elenco francês a chance de dar uma despedida digna para o técnico Didier Deschamps, em seu último ato à frente da seleção após 14 anos no cargo, duas finais de Copa e um título, em 2018.
“Na minha cabeça, sei muito bem que a cortina se fecha amanhã [sábado]. Sem querer fazer ninguém chorar, sei que sentirei falta da seleção francesa”, afirmou o treinador.
Embora admita que o duelo pelo terceiro lugar é muito aquém do que seu elenco poderia ter alcançado, o técnico afirmou que a responsabilidade da sua comissão e de seus jogadores é buscar a vitória.
“Não é um amistoso”, disse, embora também tenha informado que deve rodar o elenco e fazer mudanças na equipe. “Há alguns que não podem jogar, por razões que entendo, e isso me levará a fazer algumas escolhas.”
Bem menos honrosos são os objetivos da Inglaterra na partida. Depois de ficar perto de voltar à decisão de uma Copa 60 anos após a única vez em que avançou à final, feito alcançado em 1966, como anfitriã, quando conquistou seu único título, a seleção inglesa tenta juntar os cacos na disputa do terceiro lugar.
Torcedores e, sobretudo, a mídia inglesa ainda fazem debates calorosos, com duras críticas ao técnico Thomas Tuchel, apontado como maior vilão pela derrota de virada para a Argentina por 2 a 1 na semifinal.
O motivo de maior ira dos críticos é a postura que a seleção inglesa adotou depois de abrir o placar aos 10 minutos do segundo tempo, com Anthony Gordon.
Depois de um primeiro tempo equilibrado, os ingleses assumiram o controle do duelo na volta do intervalo, mas entregaram a bola logo depois do gol. De acordo com dados da Opta, a Inglaterra teve somente 12% de posse de bola do minuto seguinte à abertura do placar até o final da partida.
Diante das críticas que recebeu, Tuchel se defendeu dizendo que não foram suas escolhas para o jogo que determinaram a virada argentina. Para ele, a culpa está no “DNA” do futebol inglês, em sua visão, incapaz de controlar a posse de bola.
“Acho que a posse de bola desempenha um papel crucial. Talvez não esteja no nosso DNA, como está no DNA espanhol, argentino ou brasileiro, pegar na bola, controlar o jogo e a posse de bola, o que também é um grande problema”, afirmou o treinador alemão.
A avaliação de Tuchel o deixou ainda mais exposto para críticas na Inglaterra. Ex-jogador da seleção inglesa e do Manchester United, Gary Neville rebateu a opinião do técnico.
“Tenho um grande problema com isso [que foi dito por Tuchel]. Ele não colocou o Kobbie Mainoo em campo, que tinha um domínio de bola melhor do que a maioria. Ele também não colocou o Bukayo Saka em campo, que provavelmente tinha um domínio de bola melhor do que a maioria”, disse o ex-atleta, que atualmente é comentarista na televisão britânica.
Neville também citou jogadores que não foram convocados para a Copa que poderiam dar à Inglaterra a posse de bola que faltou contra a Argentina. “Ele também deixou de fora Phil Foden, Cole Palmer, Adam Wharton, Morgan Gibbs-White e Trent Alexander-Arnold, jogadores técnicos. Ele deixou de fora o que seriam talentos geracionais”, criticou.
Tuchel se tornou em janeiro deste ano o primeiro alemão a comandar a Inglaterra. Com contrato de 18 meses, o treinador balança no cargo após o fiasco na semifinal, mas, segundo o site The Athletic, a federação inglesa não considera sua demissão neste momento.
De acordo com a ESPN britânica, o alemão deve ser mantido no cargo, pelo menos, até a final da Euro-2028.
Em qualquer cenário, vencer a França neste sábado é fundamental para o treinador. Ainda que a vitória não tenha tanta importância, uma nova derrota certamente vai ecoar./Folha SP
(Foto: Reprodução)






