A raiva é uma doença infecciosa grave que atinge o Sistema Nervoso Central de mamíferos, levando-os à morte em aproximadamente 100% dos casos. O vírus do gênero Lyssavirus, causador da infecção, pode ser transmitido a humanos por meio de mordedura, lambedura ou arranhadura de animais contaminados.
Os animais infectados foram encontrados em nove bairros da capital:
- Serrinha
- Raquel de Queiroz
- Vila União
- Itaoca
- Antônio Bezerra
- Bom Jardim
- Coaçu
- Parque Dois Irmãos e
- Parque Manibura.
Conforme e Secretaria, as amostras com resultado positivo para o vírus da raiva seguem em análise laboratorial para caracterização das variantes virais.
Desde 2003, a capital cearense não registra casos de raiva humana. Já em outros municípios do Estado, ocorreram seis óbitos pela doença entre 2008 e 2023.
Segundo o coordenador de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), Josete Malheiro Tavares, a vacina é a principal forma de proteção para os animais e também para os seres humanos.
“A vacinação de cães e gatos é fundamental para impedir a circulação da doença no ciclo urbano e proteger toda a população. Mesmo sem casos humanos há mais de duas décadas, a presença do vírus em morcegos exige vigilância permanente e responsabilidade coletiva”, disse Josete Malheiros.
Orientação
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A orientação do órgão é que a população não toque em morcegos ou outros animais silvestres, principalmente quando forem encontrados caídos no chão, voando durante o dia ou apresentando comportamento incomum.
Em caso de contato, mordida ou arranhão, a recomendação é procurar imediatamente um posto de saúde.
Cães e gatos que tiveram contato com esses animais também devem ser avaliados por um médico-veterinário e acompanhados pelas Unidades de Vigilância em Zoonoses (UVZ).
Além das ações de monitoramento e investigação epidemiológica, os agentes intensificam atividades educativas, visitas domiciliares e orientações à população sobre a prevenção da raiva./g1
(Foto: Reprodução)





