Participaram do evento os deputados federais André Fernandes e Dr. Jaziel, os deputados estaduais Carmelo Neto, Dra. Silvana e Lucinildo Frota, além de vereadores de Fortaleza como Pedro Matos, Bella Carmelo e Julierme Sena, além de apoiadores e pré-candidatos à Assembleia Legislativa e à Câmara Federal.
A deputada federal Priscila Costa (PL), também cotada para uma das vagas da sigla ao Senado, não participou do ato. A ausência ocorre em meio à disputa interna no partido pela composição da chapa majoritária, especialmente pela segunda vaga ao Senado, que segue sem definição final.
No discurso, Flávio Bolsonaro direcionou críticas ao PT e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reforçando o tom nacional da pré-campanha. O senador também concordou com André Fernandes ao pedir que os apoiadores conversem e tentem convencer outras pessoas sobre o projeto político do PL.
André Fernandes participou do ato usando uma camisa com a frase “Filho do Alcides”, em resposta indireta à fala do senador Cid Gomes, que havia tratado Alcides como “pai do André Fernandes”. Sem citar Cid nominalmente, André relembrou o episódio durante o evento.

A tensão em torno da possível aliança do PL com Ciro Gomes também apareceu na plateia. Cartazes com frases como “Direita não vota na esquerda” e “Ciro, não” foram exibidos por participantes. Em determinado momento, alguns cartazes foram rasgados, o que gerou confusão na lateral do palco, contida por pessoas que estavam no próprio evento. A imprensa local também registrou o momento de tensão entre apoiadores sobre Ciro Gomes.
O ato de lançamento de Alcides Fernandes fortalece o nome do deputado dentro do PL, mas também mostra que a legenda ainda enfrenta ruídos internos no Ceará. A ausência de Priscila Costa, os protestos contra Ciro e o discurso nacionalizado de Flávio Bolsonaro deixam claro que a construção da chapa oposicionista no Estado ainda depende de acomodar interesses, resistências e contradições dentro do próprio campo bolsonarista.
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