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Flamengo tem nova versão no início da temporada sul-americana

O time de mais controle das partidas pela bola no pé na Libertadores de 2019, o Flamengo também decidiu atrair o Junior de Barranquilla no início da campanha pelo bi. A vitória por 2 x 1 teve momentos de brilho, como a jogada do primeiro gol, com o giro de Thiago Maia para sair da pressão do ataque do Junior, a jogada de Éverton Ribeiro, o contra-golpe com Michael nas costas de Fuentes para dar origem à jogada do segundo gol, também do capitão.

Mas o Flamengo passou todo o segundo tempo pressionado. Jorge Jesus trocou De Arrascaeta, que jogava como segundo atacante, perto de Gabriel, para colocar Michael, que se comportou em boa parte do tempo como marcador do lateral Fuentes. Não pareceu que o atacante, ex-Goiás, agora adaptado à ponta direita — em Goiânia jogava pela esquerda — quisesse voltar tanto para a sua defesa. O Flamengo é que não conseguia sair da pressão para permitir que ele fosse o desafogo.

Nessa altura, o Flamengo posicionava-se num 4-2-3-1, com Thiago Maia e Gérson lado a lado, Michael, Éverton Ribeiro e Vitinho na organização e só Gabriel avançado. No primeiro tempo, o modelo foi 4-1-3-2, com Thiago Maia se enfiando entre os zagueiros para a saída de jogo, a linha de armadores com Éverton Ribeiro, Gérson e Vitinho, De Arrascaeta e Gabriel no ataque.

Qualquer grande time precisa adaptar-se aos jogos em que não é possível impor seu estilo. O Flamengo tem mostrado que sabe. Mas também tem sido pressionado. “Não fizemos nossa melhor atuação, como é óbvio”, disse Jorge Jesus em sua entrevista coletiva.

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