Falta emprego para 27,6 milhões no País, mostra IBGE

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WS1 SÃO PAULO - 06/08/ 2018 - FILA / DESEMPREGO / ECONOMIA - Fila de desempregados em busca de uma vaga na segunda edição do Mutirão do Emprego promovido pela UGT e pelo Sindicato dos Comerciarios de São Paulo no Vale do Anhangabau região central da capital paulista. FOTO:WERTHER SANTANA/ESTADÃO

Falta trabalho hoje para 27,636 milhões de brasileiros. O dado corresponde ao divulgado nesta quinta-feira, 16, pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) trimestral, compilada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os números são um retrato da situação do emprego no País no segundo trimestre de 2018 (abril, maio e junho). E o que se vê é que a taxa de subutilização da força de trabalho  teve um ligeiro recuo no período, de 24,7% referente ao primeiro trimestre de 2018 para 24,6% do segundo trimestre.

Uma outra informação chama atenção. O Brasil alcançou o recorde de 4,833 milhões de pessoas que desistiram de procurar emprego. Trata-se de um contingente chamado de trabalhadores em situação de desalento. Esse é o maior patamar da série histórica iniciada em 2012 pelo IBGE.

A taxa de subutilização de força de trabalho é um indicador que inclui o porcentual de desocupação, a taxa de subocupação por insuficiência de horas e a taxa da força de trabalho potencial, pessoas que não estão em busca de emprego, mas estariam disponíveis para trabalhar.

No segundo trimestre de 2017,a taxa de subutilização da força de trabalho estava mais baixa , em 23,8%.

Número recorde de desalentados

O Brasil alcançou o recorde de 4,833 milhões de pessoas em situação de desalento no segundo trimestre de 2018, o maior patamar da série histórica iniciada em 2012 pelo IBGE.

O resultado significa quase 200 mil desalentados a mais em apenas um trimestre. No primeiro trimestre do ano, o País tinha 4,630 milhões de pessoas nessa situação. No primeiro trimestre de 2012, início da série histórica da pesquisa, essa população totalizava 1,995 milhão.

A população desalentada é definida como aquela que estava fora da força de trabalho por uma das seguintes razões: não conseguia trabalho, ou não tinha experiência, ou era muito jovem ou idosa, ou não encontrou trabalho na localidade – e que, se tivesse conseguido trabalho, estaria disponível para assumir a vaga. Os desalentados fazem parte da força de trabalho potencial.

A taxa de desalento ficou em 4,4% da força de trabalho ampliada no segundo trimestre de 2018, também a mais elevada da série histórica. Entre as unidades da federação, Alagoas (16,6%) e Maranhão (16,2%) registraram as maiores taxas de desalento. O Rio de Janeiro (1,2%) e Santa Catarina (0,7%) tiveram os menores resultados./ AE

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