Estudante de medicina morre aos 26 anos após contrair infecção

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Lucas Borba, estudante do curso de medicina da Universidade Federal do Pará (UFPA), morreu após contrair uma infecção e sofrer falência múltipla de órgãos. Jovem, de 26 anos, Lucas chegou a passar quase 10 dias internado em um hospital de Palmas, no Tocatins, onde vive a família materna de Lucas, mas não resistiu.

Em uma entrevista concedida ao portal g1, Arthur Wieczorek, primo do estudante, contou que, apesar de todos os cuidados, o universitário morreu após desenvolver insuficiência renal e hepática. O corpo do jovem será velado nesta terça-feira (24/10), em Palmas e, em seguida, levado para Nova Olinda, no norte do Tocantins.

“Lucas era um menino alegre, cheio de sonhos. Começou o curso de engenharia. Porém, a grande paixão dele era a medicina”, contou o primo. O jovem cursava o terceiro semestre de Medicina que, para ele, era a realização de um sonho.

Em memória do seu amor

Nas redes sociais, familiares e amigos lamentaram a perda de Lucas. Seu namorado, Mauro Brabo, de 26 anos, compartilhou um texto emocionante, em desabafo sobre o luto:

“Meu amor, hoje vivi o sentimento mais doloroso de toda minha vida, o amargo no estômago, o nó na garganta e o vazio em tudo. Às vezes, parece um pesadelo estando acordado, tem horas que eu quero gritar, outras horas quero deitar ou sair correndo, mas não há nada que eu queira mais do te abraçar pela última vez. Eu quero te agradecer por tudo que vivemos, por tudo que fizemos e por tudo que você mudou em mim. […] Eu te amo pra sempre”, escreveu.

Infecção generalizada

Lucas morreu no domingo (22/10) com insuficiência renal e hepática, sem ter a real causa da infecção informada. De acordo com o médico infectologista e professor da Univerdade Federal do Tocantins (UFT), Flávio Augusto de Pádua Milagres, infecções desse nível de gravidade podem ser causadas por vírus ou bactérias.

“As principais são as chamadas infecções por bactérias. Nós temos também infecções causadas por vírus, que podem ser agressivas e justificar a morte de uma forma rápida”, afirmou o especialista. Segundo familiares, o universitário sentia dores abdominais e diarreias seguida de vômitos há quase um mês.

A infecção se espalhou de uma maneira rápida, comprometendo órgãos vitais. “Muitas dessas infecções quando comprometem o organismo como um todo, o que é chamado de forma sistêmica, podem sim causar alterações no fígado e no rim, levando a insuficiência e hepática e insuficiência renal”, explicou o infectologista./ Metrópoles

(Foto reprodução)

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