Erro sobre locais de prova no Enem foi da empresa contratada, diz ministro da Educação

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O ministro da Educação, Camilo Santana (PT), afirmou nesta terça-feira (31/10)) que os erros em locais de prova no Enem foram da empresa contratada para aplicar o exame.

O governo já havia confirmado que cerca de 50 mil inscritos no Enem 2023 foram alocados em lugares distantes das suas casas e terão a oportunidade de fazer as provas em outra data.

Após a divulgação dos locais, dispararam reclamações de estudantes. Os gastos com essa alocação devem ficar a cargo da aplicadora contratada, mas o governo não divulgou uma estimativa.

“Foi feita licitação que se iniciou ainda no ano passado, concluída neste ano, e a empresa não foi a mesma que realizou o Enem nos últimos anos”, disse o ministro. “E o Inep identificou que a empresa cometeu erros.”

O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) é o órgão ligado ao MEC (Ministério da Educação) responsável pelo exame.

Santana e o presidente do instituto, Manuel Palácios, foram questionados sobre o assunto durante anúncio dos dados de 2022 do Enade, a avaliação federal feita por concluintes de ensino superior.

A instituição vencedora da licitação para a aplicação do exame foi o Cebraspe (Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos). Trata-se de uma associação civil sem fins lucrativos.

Questionado, o Cebraspe respondeu que o Inep é quem responde a demandas da imprensa sobre o Enem.

Também houve casos de erros cometidos pelos próprios inscritos. Palácios disse que não houve falhas por parte da aplicadora na alocação de candidatos em cidades diferentes —nesses casos, são falhas na hora da inscrição.

“Se o aluno chegou na hora inscrição e disse que vai fazer em outro município, não tem o que possamos fazer”, disse.

Estudantes relataram, logo após a divulgação dos locais de prova, distâncias de mais de 40 km. Houve relatos de inscritos que avaliavam desistir de fazer o exame, que é a principal porta de entrada para o ensino superior público.

O edital do Enem garante, entretanto, que os participantes façam a prova a no máximo 30 km de distância de suas residências.

O Inep informou nesta segunda-feira (30) que os inscritos prejudicados poderão realizar o exame nos dias 12 e 13 de dezembro —as provas normais serão aplicados nos dias 5 e 12 de novembro.

Os interessados em fazer o Enem em dezembro deverão submeter seus pedidos para a análise. Esse comunicado deve ser feito na página do participante, onde haverá uma aba específica para isso. O sistema receberá as informações no período de 13 a 17 de novembro./ Folha SP

(Foto reprodução)

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