De acordo com interlocutores das duas alas da federação a liderança será assumida oficialmente na próxima semana.
A escolha ocorre em meio a um cenário político considerado atípico no Ceará. A Federação União Progressista, formada pelo União Brasil e pelo Progressistas, tem comando estadual sob Capitão Wagner, que já declarou o objetivo de posicionar o bloco na oposição e apoiar a pré-candidatura de Ciro Gomes ao Governo do Estado.
No entanto, a realidade interna da federação no Ceará revela um cenário mais complexo. Os dois partidos que compõem o arranjo têm suas lideranças estaduais sob parlamentares alinhados à base governista: além de Moses Rodrigues no União Brasil, o Progressistas é comandado pelo deputado federal AJ Albuquerque. Ambos apoiam a reeleição do governador Elmano de Freitas.
Essa dualidade expõe uma tensão política dentro da federação no Estado, que passa a operar entre diretrizes distintas: de um lado, a condução formal voltada à oposição; de outro, lideranças com atuação alinhada ao governo.
Com a chegada de Moses Rodrigues à liderança da federação na Câmara, surge um novo elemento nesse cenário. Caberá ao parlamentar conduzir o posicionamento do bloco no Congresso Nacional, em um contexto onde nem todos os integrantes podem seguir a mesma orientação política.
A principal questão que passa a nortear o ambiente político é como a liderança será exercida diante de possíveis divergências internas, já que o próprio líder é uma referência dessa divergência partidária em seu próprio Estado.





