A declaração ocorreu durante a apresentação de uma série de ações voltadas ao combate à violência contra a mulher e ao fortalecimento da participação feminina na sociedade cearense.
Segundo Jade Romero, a saída da Secretaria da Proteção Social ocorrerá em cumprimento à legislação eleitoral, que exige o afastamento de ocupantes de cargos públicos que pretendem disputar eleições.
“Infelizmente, eu vou ter que me desincompatibilizar. Me perguntaram nesse instante: ‘Jade, tu vai sair, é?’. É porque a legislação obriga. Se não eu ficaria, mas tem que sair. Quem for candidato, tem que sair. Nós todos que formos candidatos temos que sair agora em abril”, afirmou.
Novas ações de proteção às mulheres
Durante o evento, o Governo do Ceará anunciou uma série de medidas voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher. Entre as iniciativas está o SOS Mulher, uma ferramenta digital gratuita que permitirá às mulheres em situação de violência doméstica ou familiar acionar imediatamente as Forças de Segurança do Estado.
Também foram anunciadas a criação de Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) nos municípios de Tauá e Crateús, além da assinatura do Pacto Ceará contra o Feminicídio, iniciativa que busca integrar instituições e fortalecer políticas públicas de proteção às mulheres.
Enfrentamento ao machismo estrutural
Durante sua fala, Jade Romero ressaltou que o combate à violência contra a mulher exige mobilização coletiva e mudanças culturais profundas.
“Devemos ensinar os nossos meninos a protegerem as mulheres, ensinar a serem homens funcionais. Nós precisamos nos discutir enquanto sociedade, convocar os homens, dizer que a sobrecarga impacta as mulheres na saúde mental. A violência contra as mulheres destrói famílias”, destacou.
A vice-governadora também reforçou que o enfrentamento ao machismo estrutural, considerado um problema global, é fundamental para garantir mais segurança, dignidade e participação das mulheres na sociedade.





