Por Reginaldo Silva -Professor-Radialista e Jornalista
O cenário político da eleição municipal de Fortaleza de 2020 é muito parecido com o cenário da eleição para o Governo do Estado em 2022, os personagens são os mesmos, em um campo eleitoral bem mais ampliado.
Em Fortaleza disputaram o segundo turno das eleições municipais de 2020 de forma acirrada um representante do grupo da família dos Ferreira Gomes, José Sarto (PDT) e, do outro lado, o deputado federal Capitão Wagner (Pros), os dois nomes que conseguiram maior capilaridade eleitoral no primeiro turno. Sarto venceu as eleições com 51,69% dos votos. Capitão Wagner chegou perto na reta final, com 48,31%.
No campo eleitoral para disputa do Palácio da Abolição, Capitão Wagner volta a se apresentar como principal nome de oposição à família Ferreira Gomes. Wagner está brigando pelo comando do União Brasil, partido que nasceu da junção do PSL com o DEM, que lhe daria maior tempo de rádio e televisão além de um fundo eleitoral robusto, o que facilitaria sua caminhada rumo ao Governo do Estado.
Do outro lado, o nome do PDT, ainda não está definido, apenas sucessões de fatos corroboram a tese de que o nome será apontado pelo PDT e que a aliança será mantida com o PT, com às bênçãos de Lula, que recentemente declarou carta branca ao governador Camilo Santana para conduzir o processo, em uma entrevista à rádio Progresso de Juazeiro do Norte.
Os pré-candidatos do PDT que percorrem o Ceará ao lado do senador Cid Gomes e do presidente da sigla no Estado, deputado federal, André Figueiredo, são: a vice governadora Izolda Cela, o presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, Evandro Leitão, o deputado federal, Mauro Filho e o ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio.
A estratégia do PDT para as eleições do Governo do Estado em 2022 deve seguir a mesma dinâmica adotada para a eleição de Fortaleza em 2020, quando vários nomes foram postos, um é escolhido e todos se unem em defesa do mesmo projeto.
Ao se confirmar a estratégia pedetista para sucessão de Camilo Santana ao Palácio da Abolição, mais uma vez surge a figura central do próprio governador, que teve papel preponderante na eleição de Sarto na Capital cearense e agora terá um papel ainda mais importante no tabuleiro político eleitoral. Camilo deixa de ser um cabo eleitoral, para ser um candidato ao Senado e um ex-governador tentando emplacar um sucessor, ou sucessora, com ações administrativas para mostrar em todo o Estado.





