A Folha de São Paulo fez um apanhado desse quadro político atual, dando destaque para a divisão da direita, o apetite da esquerda e o racha no PDT.
A direita deve partir divida com as candidatura do deputado federal André Fernandes (PL), defendendo o legado do bolsonarismo e do Partido Liberal na capital. Ainda no campo da direita é dada como certa a candidatura de Capitão Wagner (União Brasil), ex-deputado federal e atual secretário de Saúde de Maracanaú, que parte com o “recall” de quase metade dos votos da população de Fortaleza da eleição para prefeito de 2020.
Essa divisão deve permanecer por conta de um fator específico. André Fernandes defende Bolsonaro (PL) e as pautas ideológicas da legenda, enquanto Wagner tenta se desvencilhar dessa pecha do bolsonarismo e diz que está mais preocupado com os problemas de Fortaleza do que com às discussões ideológicas.
No campo da esquerda, Camilo Santana (PT) permanece de longe focado no Ministério da Educação, mas, deve dar a palavra final no cenário político de Fortaleza e do interior, uma vez que o governador do estado, Elmano de Freitas (PT) vem dizendo reiteradas vezes que ele deve ser ouvido, sempre fazendo referência ao senador e ministro como seu líder.
Elmano tem citado os nomes da deputada federal Luizianne Lins, da vereadora mais votada do PT, e deputada estadual Larissa Gaspar, do deputado estadual Guilherme Sampaio e do Assessor Especial para relação com os municípios Arthur Bruno como pré-candidatos do PT, mas não descarta a possibilidade do lançamento de um nome novo dentro do bloco de partidos aliados ou até mesmo de uma filiação de Evandro Leitão, presidente da Assembleia Legislativa do Ceará para disputar a prefeitura da capital cearense.
O líder do governo na Câmara, deputado federal José Guimarães (PT-CE) tem reiterado que o Partido dos Trabalhadores, pelo fato de comandar o país e o governo do estado, mantendo em seus quadros nomes com capacidade e qualificação para administrar Fortaleza, não pode abrir mão de ter candidatura própria, demonstrando que o PT segue com seu apetite de ampliar o Poder da legenda.
Já o PDT parece seguir num labirinto, sem condições de encontrar uma saída para o racha que se aprofundou na eleição passada, quando parte do partido não apoiou a candidatura a governador do ex-prefeito Roberto Cláudio. O partido foi derrotado ainda no primeiro turno. A ala derrotada capitaneada por Ciro, Sarto, Roberto Cláudio e André Figueiredo seguem defendendo uma postura de oposição ao Governo Elmano, já a ala do senador Cid Gomes que é majoritária na legenda quer que o partido faça parte da base governista.
A crise interna e interminável do PDT, a cada dia segue sem solução. Cid está no comando estadual da legenda tentando costurar acordos na capital e interior, mas existe um acordo para que ele devolva o comando do partido para André Figueiredo em janeiro do próximo ano, mas, parece que esse entendimento acabou não agradando parte dos dois grupos.
Ainda existe muita água para rolar por debaixo da ponte, à medida que o tempo passa e novos capítulos vão surgindo de acordo com a movimentação do tabuleiro político. As certezas são poucas e as dúvidas são muitas e pairam sobre todas as corrente políticas que pretendem entrar diretamente nessa arena eleitoral. Aguardemos os próximos capítulos.
(Reginaldo Silva-Ceara Noticias)
(Foto: reprodução/FolhaSP)





