/Ciro Gomes diz no debate da Assembleia Legislativa que “milagre da política” é a saída

Ciro Gomes diz no debate da Assembleia Legislativa que “milagre da política” é a saída

O ex-ministro e candidato a presidente da República na última eleição, Ciro Gomes (PDT), chegou a Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, nesta segunda-feira (07/10)  junto com o senador Tasso Jereissati (PSDB) e o presidente da Assembleia, José Sarto (PDT). Logo na entrada, em uma rápida coletiva à imprensa, foi questionado sobre essa nova aparição ao lado do senador Tasso, se isto representaria uma nova aliança política no Estado. Ciro disse que se tratava do encontro de velhos amigos que se respeitam, que defendem o Ceará e são dois brasileiros preocupados com o Brasil.

No debate, Ciro fez um resgate histórico do primeiro Governo Tasso, em que tornara-se líder na Assembleia e juntos defenderam as principais bandeiras políticas do País. ” Eu ainda acredito no “milagre da Poítica” para resolução dos problemas porque na nossa juventude ganhamos todas. Ganhamos no processo das eleições diretas, da anistia e da realização de uma nova constituinte,” enfatizou Ciro. De acordo com o ex-ministro esse milagre acontece quando as coisas andam apesar das diferenças e todos continuam se respeitando e dialogando diante do contraditório.

Questionado por Kennedy Alencar se as instituições estavam em Crise no Brasil, Ciro disse que a qualidade da democracia está se deteriorando grave e rapidamente. ” Na minha visão, o Bolsonaro ainda não transgrediu o limite do estado democrático, mas está no limite do arbítrio,” pontuou Ciro. “Quando se proíbe um roteiro de um filme LGBTI, ainda não é censura, mas estamos no limite da transgressão, é preciso cortar o mal pela raiz, antes que o problema se agrave,” destaca o ex-governador do Ceará.

Ciro diz que é preciso respeitar a decisão dos brasileiros, mas também se faz necessário esclarecer o que está acontecendo com o Brasil. Para ele, essa tentativa de copiar o presidente americano, estimulado por um cidadão chamado Steve Bennon, que orienta o presidente para que fale somente para os seus e, que ele, tem acompanhado de perto todas essas movimentações, fica evidente a deterioração da qualidade da democracia brasileira. “No Brasil temos como tradição um presidente da República como mediador dos conflitos e não como um estimulador da discórdia,” destaca Ciro.

Quando questionado sobre os métodos da Lava Jato, Ciro Gomes disse que Lula não é inocente e sabia de tudo que se passava no Planalto, uma vez que ele mesmo já havia feito vários alertas sobre o que estava acontecendo. Em relação ao atual ministro da Justiça Sérgio Moro, ficou muito claro depois de algum tempo das reais intenções do ex-juiz da Lava Jato.” Um juiz que  condena um político e em seguida aceita um convite do adversário do condenado para ser seu ministro, fica evidente as intenções, para mim, Sérgio Moro é um politiqueiro,” pontua Ciro

O ex-governador do Estado falou ainda da revolução educacional do Ceará, que vem sendo construída por várias mãos, iniciada com a revolução iniciada no Governo Tasso e que possibilitou a concretização de uma política fiscal sustentável. ” Esse processo teve início com a publicação dos chamados decretos moralizadores no primeiro Governo Tasso, quando foi abolido o atraso de salários no Estado, hoje não se tem mais espaço para se falar em atraso de salários na esfera estadual, porque foi uma conquista construída com muita responsabilidade pelos governadores cearenses,” ponderou Ciro.

O presidente da Assembleia José Sarto (PDT), também participou do debate, mas sabiamente deixou o protagonismo para os dois convidados, uma vez que o objetivo maior do evento era dá visibilidade a importância da comemoração dos 30 anos da promulgação da Constituição do Estado para sociedade cearense.

(Por Reginaldo Silva)

 

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