O presidenciável Ciro Gomes (PDT) em entrevista ao Estadão disse que o vice ideal para compor sua chapa seria o presidente da Coteminas, Josué Gomes, filho de José Alencar, que foi vice-presidente no governo Lula.
Ciro ressaltou ainda que desejaria muito uma aliança com o PT, porém, considera improvável. Contudo, respeita a posição do partido dos trabalhadores e entende perfeitamente o momento que o partido está vivendo.
Ciro diz que tem solidariedade a Lula e ao PT, mas esse sentimento não pode nos impedir de produzir uma alternativa para o Brasil: “minha solidariedade pessoal deriva de um fato histórico. Não conheci Lula pela televisão. É um velho camarada de mais de 30 anos, com quem já tive discordâncias, mas trabalho junto há mais de 16 anos. Fui ministro dele. Dói no meu coração ver um ex-presidente que fez tanto bem ao País preso. A política, entretanto, tem uma crueldade. Nossa responsabilidade é com o futuro de 206 milhões de pessoas. Minha solidariedade não me tira a disciplina de produzir uma alternativa para o Brasil, independentemente do destino do Lula e do PT.”
Quando indagado sobre a entrada do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal no jogo, Joaquim Barbosa (PSB), Ciro ressalta: “ele entra com a biografia do juiz do mensalão. Esteve por um ano no horário nobre da Globo esgrimindo decência e moralidade, que é uma grande demanda. A mim me parece que não basta ser decente e dar exemplo de combate à corrupção. É preciso responder à questão da saúde, da educação e da violência.”
O presidenciável ainda falou sobre o trio de formuladores econômicos de seu programa de governo – Mauro Benevides Filho, Nelson Marconi e Mangabeira Unger , que segundo ele, todos já estão trabalhando com afinco com o objetivo de encontrar as saídas para os principais problemas que afligem o Brasil.
Finalizando, Ciro foi questionado sobre seu temperamento sempre meio controverso. A esse respeito o pré-candidato a presidente se define como um indignado. “Fui criado a maior parte da minha vida em escola pública no interior do Ceará. Tem colegas meus que morreram em uma prisão. Se expresso com um pouco mais de calor a minha indignação, ok, são essas as manchas do meu paletó.” Finaliza Ciro Gomes.






