Ciro diz que o Brasil precisa superar essa “polarização odienta” entre bolsonarismo e lulismo

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O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) em entrevista a rádio Eldorado nesta quinta-feira (13/05) apontou um “derretimento” de Jair Bolsonaro e se coloca como “alternativa” a um quadro que chamou de “polarização odienta” com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O presidenciável do PDT  disse que ainda há indefinições sobre as candidaturas do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), do apresentador Luciano Huck e do ex-ministro Sérgio Moro. “Bolsonaro enganou a sociedade brasileira prometendo combater a corrupção e Lula, espertalhão, diz que foi absolvido, mas ele não foi”, afirmou. Diante deste cenário Ciro Gomes relata que está em contato com partidos de centro-esquerda e com legendas de centro-direita, como o DEM e o PSD buscando ampliar seu leque de apoio.

“A maioria do povo brasileiro vai buscar alguém que seja capaz de encerrar essa polarização odienta em que uma alimenta a outra”, alegou o pedetista. Ciro ressaltou que o Brasil vive “a pior crise da história com o encontro de um vírus perverso com um governo genocida e incompetente”.

Questionado sobre a responsabilidade do presidente Jair Bolsonaro, respondeu que é “dolosa e culposa”.  O presidenciável Ciro Gomes diz ainda que o orçamento secreto de R$ 3 bilhões em troca de apoio ao governo no Congresso, é outro crime. Em referência ao ministro do Desenvolvimento Regional, afirmou que “Rogério Marinho virou um grande operador da bandidagem de Bolsonaro”.

A entrevista ocorreu após a divulgação de uma pesquisa do Datafolha que mostra ampla vantagem de Lula sobre o atual presidente no 1º e no 2º turno. Ciro aparece em quarto, com 6% das intenções de voto, mas também superaria Bolsonaro em um eventual 2º turno.

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