O presidenciável Ciro Gomes concedeu entrevista ao Portal UOL em parceria com a Folha de S.Paulo e o SBT, que foi transmitida ao vivo nesta segunda-feira (21/05). A sabatina com o ex-ministro e ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT), pré-candidato à Presidência da República foi realizada no estúdio do UOL em São Paulo, às 10h, e teve uma hora de duração.
Ciro criticou a política de segurança pública defendida por Jair Bolsonaro (PSL) de distribuir armas a população para se defender do avanço da criminalidade e ressaltou que essa medida resultaria em um “banho de sangue”. Ciro fez o seguinte questionamento: que País do mundo já resolveu o problema da violência aumentando o armamento? Ele classificou Bolsonaro como fascista, ressaltando que suas medidas são toscas e graves para o problema da segurança pública. O presidenciável disse ainda que gostaria de enfrentar Bolsonaro no segundo turno, porque seria o candidato mais fácil para se derrotar. ” Ele nunca administrou nem um boteco dos pequenos”, pontua Ciro Gomes.
Ciro também criticou a intervenção federal no Rio de Janeiro, afirmando que essa medida não resolve o problema do País. O pedetista afirmou que se eleito, no período que antecede a posse vai convocar os governadores de Estado para pactuar medidas efetivas que possibilitem o combate a criminalidade, inclusive com a criação de uma Polícia Nacional de Fronteiras, apartada da Polícia Federal.
Ciro Gomes também adiantou que criará uma taxação para os mais ricos, necessariamente não precisa ser a CPMF. “Estamos ouvindo especialistas de todas as correntes, nosso ouvido escuta tudo, mas, uma coisa é certa, a quebra do País é iminente e é preciso aumentar receitas e cortar despesas, destacou Ciro.
O presidenciável também falou que vai rever a Reforma Trabalhista, uma vez que a forma como ela concebida prejudica muito a classe trabalhadora, que segundo ele, precisa ser protegida nessa relação de capital e trabalho.
Em relação a política econômica, ele destacou que vai valorizar o setor produtivo e incentivar os bancos públicos como Caixa Econômica e Banco do Brasil a entrarem na concorrência para evitar lucos absurdos que hoje imperam no setor.
Ciro disse que no campo político de construção de alianças cabe ao presidente da sigla Carlos Lupi. Ele deixou claro sua preferência por um vice do setor produtivo da região sul e sudeste do País e que hoje tem uma candidatura definida como centro-esquerda e que vai privilegiar uma aliança com PSB e PC do B, não descartando conversações com outras siglas partidárias, mas que o PDT vai se posicionar claramente perante o eleitorado brasileiro apresentando propostas, por escrito ao Brasil. Finalizou dizendo que sua candidatura será bancada pelo partido.
(Foto: UOL)






