Por Reginaldo Silva- Professor, Radialista e Jornalista

Finalmente o ex-ministro e ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PDT), rompeu o silêncio depois de uma temporada afastado do cenário político desde o segundo turno das eleições de 2022.
Ciro era a figura pública mais aguardada na Convenção Municipal do PDT em Fortaleza, por ser o nome mais expressivo da legenda e sua movimentação política daria um norte de como as coisas devem andar no partido daqui para frente.
A defesa de Ciro à reeleição do prefeito de Fortaleza José Sarto, ao lado do presidente nacional da agremiação, deputado federal André Figueiredo (PDT-CE), do presidente licenciado Carlos Lupi, é uma demonstração clara de que não existe espaço para embates por este cargo dentro da sigla pedetista.
“Por isso, Sarto, eu tenho orgulho de ser liderado por você e se você for candidato à reeleição, como eu gostaria que você fosse, eu vou ser cabo eleitoral”, disse Ciro no evento.
Ao lado de Carlos Lupi, ministro da previdência Social do governo Lula (PT), Ciro evitou em fazer análises do governo petista.
É como se houvesse um acordo tácito entre Lupi e Ciro, no Ceará, o comando do partido é de vocês, mas não explodam o governo federal para não me causar problemas.
Ciro ainda fez uma defesa enfática da Taxa do Lixo criada pelo prefeito José Sarto, chegando inclusive a dizer que ele vem sendo “perseguido e não ajudado” mas vai fazer muito mais ainda por Fortaleza.
A quebra de silêncio de Ciro na manhã deste sábado na Convenção Municipal do PDT, no Colégio Farias Brito, também aponta caminhos futuros. A ausência do senador Cid Gomes e de parlamentares da esfera municipal e estadual, demonstram que o partido segue dividido. Uma ala seguirá com Sarto, ao lado de Ciro e Roberto Cláudio e a outra deve seguir Cid, Camilo e Elmano com outra candidatura. A dúvida é se alguns ainda ficariam na legenda ou migrariam para outra, oportunamente, na abertura da janela partidária no próximo ano.
Sarto se fortalece para sua reeleição, ao passo que o PDT deixa registrado o racha na legenda, em que as feridas provocadas pelo resultado da última eleição, ainda não foram cicatrizadas.





