A cidade mais violenta do Brasil está no Ceará. Situada na Região Metropolitana de Fortaleza, Maranguape voltou a ocupar a primeira posição entre as cidades mais violentas do país.
O município encerrou 2025 com uma taxa de 100,3 mortes violentas intencionais para cada 100 mil habitantes, tornando-se o único do país a ultrapassar a marca de 100 mortes por 100 mil moradores. Os dados fazem parte do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Ao longo de 2025, a cidade registrou 106 mortes violentas em uma população estimada em 108 mil habitantes. O índice é mais de cinco vezes superior à média nacional, que ficou em 19,1 mortes por 100 mil habitantes.
O levantamento considera como Mortes Violentas Intencionais (MVI) os homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte, mortes de policiais e óbitos decorrentes de intervenções policiais.
Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o crescimento da violência está relacionado principalmente às disputas territoriais entre facções criminosas.
O estudo aponta que Maranguape ocupa uma posição estratégica na Região Metropolitana de Fortaleza por estar próxima de importantes corredores logísticos utilizados pelo tráfico de drogas, como a CE-065 e a BR-222. A proximidade com o aeroporto internacional também é apontada como um fator que desperta o interesse de grupos criminosos.
Mesmo sendo o município menos populoso entre os dez primeiros colocados do ranking nacional, a quantidade de mortes registrada em relação ao número de habitantes fez com que Maranguape alcançasse a maior taxa de violência do país.
Ranking das dez cidades mais violentas do Brasil em 2025
Todas as dez maiores taxas de mortes violentas intencionais do país foram registradas em municípios do Nordeste.
A Bahia concentra cinco cidades na lista. O Ceará aparece com três representantes, enquanto Pernambuco e Paraíba possuem um município cada.
Confira o ranking:
- Maranguape (CE) — 100,3
- Eunápolis (BA) — 85,1
- Maracanaú (CE) — 80,7
- Porto Seguro (BA) — 71,2
- Simões Filho (BA) — 68,1
- Jequié (BA) — 67,4
- Caucaia (CE) — 66,6
- Cabo de Santo Agostinho (PE) — 65,1
- Santa Rita (PB) — 60,9
- Juazeiro (BA) — 55,8
No caso de Eunápolis, segunda colocada, o Anuário também atribui o elevado número de mortes às disputas entre facções e à localização próxima das rodovias BR-101 e BR-367, importantes corredores logísticos utilizados pelo tráfico de drogas.






