Cearense de 13 anos aprovado em três universidades sonha estudar astrofísica em Harvard

5 Min. de Leitura

O estudante Alexandre Monte tem apenas 13 anos e um histórico impressionante: foi aprovado em três vestibulares, já ganhou medalhas em mais de 20 olimpíadas, aprendeu a tocar piano em casa durante a pandemia, canta ópera e sonha estudar Astrofísica em Harvard, nos Estados Unidos.

Recentemente, passou para o curso de letras na Universidade Estadual do Ceará (Uece) em primeiro lugar e tirou a nota máxima na redação. Ele ainda tem na sua lista de conquistas aprovações em história, também pela Uece, e em medicina pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

“Minha preparação consistiu em aulas pela manhã, de tarde estudava em casa realizando questões de provas antigas, fazendo redação, analisando a teoria dos conteúdos também. Fiz isso por duas/três semanas. Estava de férias, tinha tempo para estudar”, detalhou sobre a aprovação em Letras.

Alexandre ainda disse que estuda pelo menos 11 horas por dia. No fim de semana, são sete. E ele dá dicas para quem está na luta pela sonhada aprovação:

“Primeiramente, resolver questões. Você vê o conteúdo, a teoria, pesquisando no site, em um livro ou em alguma aula, chega em casa e faz questões sobre o conteúdo. O máximo que puder. Quando cansar desse conteúdo, vai para o outro que viu no dia”.

Ter um plano de estudos, com cronograma organizado, também pode ajudar na rotina, disse Alexandre. E aqui vai a dica de ouro:

“Na véspera da prova, tente não estudar, só relaxe. Vá à praia, viaje, durma”, reforçou.

Diagnóstico de Altas Habilidades

O menino começou a estudar aos dois anos de idade. Aos seis, descobriu que tem Altas Habilidades. “O superdotado tem recursos intelectuais suficientes para desenvolver por conta própria o seu potencial superior (…) Se caracteriza por um excelente rendimento acadêmico”, resume o Ministério da Educação.

João Pedro Araújo, outro cearense, mas de 10 anos, também tem Altas Habilidades. Ele já foi aprovado em duas universidades e participou do quadro Pequenos Gênios do programa Caldeirão do Huck.

A música como escape

Alexandre tenta ter uma rotina comum. Mesmo com as longas horas de estudos, gosta de sair com os amigos e se divertir no fim de semana. O tempo com a família também é importante: um dos tios do menino, que é professor de matemática, foi uma das pessoas que incentivou o gosto da criança pelos estudos.

Com o tempo, Alexandre também encontrou na música um lugar de tranquilidade e relaxamento. O menino aprendeu a tocar piano sozinho durante a pandemia e hoje tem como hobby cantar ópera:

“Meu gosto por ópera surgiu porque tive curiosidade de descobrir músicas de outros países. Gostei tanto que comecei a praticar no banho. Aprendi a cantar no banho. Me sinto muito tranquilo. Cantar é uma forma de relaxar. Treino muito. Treinar e relaxar ao mesmo tempo é uma coisa maravilhosa”.

Ana Cláudia Monte, mãe de Alexandre, relatou que percebeu a alta inteligência do filho desde cedo, mas ainda não sabia como nomeá-la. O menino começou a estudar aos dois anos de idade e quando chegou à escola já sabia o alfabeto em português e em inglês. Era também é fera em montar quebra-cabeças, às vezes de duas mil peças.

“Eu realmente não sabia que ele sabia todo o alfabeto. O Alexandre engatinhou mais cedo que o normal. Começou a andar (mais cedo), balbuciar (algumas palavras). Ele não queria brinquedos, queria livros, queria atlas. Livros sobre o Brasil, sobre como começou o mundo”.

Com o laudo de Altas Habilidades, Alexandre consegue fazer vestibulares mesmo com a pouca idade. Como o maior sonho é estudar em Harvard, ele ainda tem alguns caminhos para seguir por aqui.

Estudar no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) que será implantado em Fortaleza é também uma possibilidade. Alexandre usa os vestibulares como treino e ajuda seguidores com dicas de estudos, aulas e mais em sua rede social.

“Quero ser astrofísico, ir para Harvard. Quero ter mestrado, doutorado”. Sobre as altas habilidades, disse: “Na maioria das vezes, é normal. Não vejo a superdotação como barreira ou como uma coisa acima (dos outros). Faz a gente aprender mais rápido, é uma vantagem, mas não me impede de nada, não muda muita coisa”./g1

(Foto: reprodução)

Compartilhar Notícia