A investigação sobre a morte da estudante de Direito Isabelle Caracristi, de 22 anos, avançou com novos depoimentos, exames periciais e a análise de imagens e aparelhos eletrônicos. A jovem foi encontrada morta no dia 13 de setembro no pátio de um condomínio no bairro Aldeota, em Fortaleza. A Polícia Civil ainda não apresentou uma conclusão sobre as circunstâncias da morte.
Nesta segunda-feira (21/9), a mãe de Isabelle, Isorlanda Caracristi, e o irmão da estudante, Rafael Magalhães, prestaram depoimento no 2º Distrito Policial, na Aldeota. A mãe permaneceu por mais de três horas na delegacia. Familiares apresentaram informações sobre a rotina da jovem, o relacionamento e os acontecimentos anteriores à morte.
Um dos principais esclarecimentos ocorreu após a perícia descartar que Isabelle estivesse grávida. A possibilidade havia sido levantada anteriormente pelo irmão da estudante, a partir de informações encontradas pela família. As advogadas Adriana Alves e Patrícia Viana, que representam os familiares, confirmaram que o laudo pericial afastou a gestação.
O namorado de Isabelle, João Munhoz Neto, era esperado para prestar esclarecimentos, mas não compareceu à delegacia na segunda-feira. Até a atualização mais recente, ele ainda não havia sido ouvido. As advogadas da família afirmaram que o jovem não é tratado como suspeito pela Polícia Civil e que não havia pedido de prisão contra ele.
A Polícia Civil trabalha agora para reconstruir detalhadamente a cronologia do dia 13 de setembro. Imagens de segurança mostram Isabelle entrando no condomínio às 17h58. O namorado deixou o edifício às 18h33. Às 19h12, a estudante foi registrada subindo ao último andar do prédio. O laudo aponta que a morte ocorreu por volta das 20h40. João aparece retornando ao condomínio às 22h48, quando equipes da Perícia Forense já estavam no local.
A Perícia Forense apontou politraumatismo como causa da morte, com lesões compatíveis com queda de grande altura e impacto contra o solo. Exames toxicológicos não identificaram substâncias de interesse analisadas. Esses resultados, porém, não esclarecem isoladamente como ocorreu a queda.
Outro ponto da investigação envolve aparelhos eletrônicos. No domingo (20/9), policiais cumpriram mandado de busca e apreensão em um imóvel da mãe do namorado de Isabelle, no Cumbuco, em Caucaia. Um celular e um tablet foram apreendidos e passam por perícia. O celular da própria Isabelle também foi periciado, e os investigadores analisam os dados obtidos.
Segundo as advogadas da família, a Polícia Civil montou uma força-tarefa com cinco delegados para atuar na investigação. Outros depoimentos ainda deverão ser colhidos. Relatos sobre possível violência psicológica mencionados durante as oitivas também estão sendo verificados, sem que haja, até agora, conclusão policial de que esse tipo de violência tenha ocorrido.
A investigação também busca esclarecer por que os familiares de Isabelle não foram comunicados imediatamente sobre a morte e as circunstâncias que antecederam a ida da estudante ao último andar do edifício. A mãe afirma que tentou contato com a filha e com o namorado antes de ir pessoalmente ao condomínio e descobrir que Isabelle havia morrido.
Até esta terça-feira (22/9), a Polícia Civil não havia divulgado conclusão sobre a dinâmica da morte nem atribuído responsabilidade criminal a qualquer pessoa. A apuração permanece aberta, reunindo depoimentos, imagens das câmeras de segurança, dados de aparelhos eletrônicos e resultados periciais para determinar o que aconteceu nas últimas horas de vida de Isabelle Caracristi.






