(Por Reginaldo Silva- Professor, Radialista e Jornalista)
O deputado federal Capitão Wagner (Pros) foi o deputado mais votado em 2018, seu partido na época teve quase meio milhão de votos em todo o Estado.
Wagner foi eleito com 303.503 votos, com uma votação concentrada em Fortaleza e na Região Metropolitana da Capital.
Wagner é pré-candidato ao governo do Estado pela oposição, sua intenção é ficar no comando do União Brasil, sigla que nasceu da junção do Democratas com o PSL, mas ainda aguarda liberação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Embora Wagner esteja confiante em relação ao comando do partido, o senador, Chiquinho Feitosa (DEM-CE), ainda briga pelo comando da legenda.
Além de resolver o problema partidário, Wagner ainda tem uma outra dura missão pela frente, o parlamentar precisa interiorizar sua campanha, o que não será uma tarefa fácil, se observarmos friamente os números da última eleição em que o parlamentar foi o mais votado.
Wagner e outros candidatos do Pros se aproximaram de quase meio milhão de votos em todo o Estado, contudo, essa votação ficou concentrada em Fortaleza e na Região Metropolitana. O Pros partido do Capitão, teve votação expressiva na Capital e em Caucaia, depois em Maracanaú e Iguatu, seguida por Sobral, Maranguape, Itapipoca, São Gonçalo do Amarante e Pacatuba.
É bem verdade que há quatro anos o cenário era outro, mas o mapa mostra que o quadro eleitoral ainda continua reduzido, uma vez que o Estado é composto por 184 municípios.
Capitão Wagner segue com sua caravana pelo interior do Estado tentando ganhar mais capilaridade política em uma região dominada por prefeitos ligadas ao governo do Estado. De quando em vez, ainda se depara com municípios em que tanto a situação quanto a aposição votam com o governo.
Neste fim de semana Wagner também perdeu um aliado importante, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) que outrora foi adepto de sua candidatura, o parlamentar deu uma declaração dizendo que Wagner é um risco de retrocesso para o Estado. Wagner rebateu dizendo que Tasso não aceita perder a liderança para alguém que veio da periferia.
Capitão Wagner segue tentando cumprir sua missão de interiorizar sua campanha, enfrentando prefeitos governistas e levando à tiracolo o nome do presidente Bolsonaro que também pesa na região em território minado pelas lideranças de Lula e os irmãos Ferreira Gomes. Por outro lado, o governo se movimento com quatro pré-candidatos, o ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Claudio, o deputado federal, Mauro Filho, o presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, Evandro Leitão e a vice-governadora Izolda Cela, todos pedetistas.
O ano está só começando, mas a sorte já foi lançada!






