O ministro da Educação, Camilo Santana (PT), informou que pode deixar o comando do Ministério da Educação (MEC) até o mês de março deste ano para se dedicar às campanhas de reeleição do governador Elmano de Freitas (PT) e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração foi feita nesta segunda-feira (19/1), durante entrevista coletiva em Brasília.
Segundo Camilo, a decisão ainda não está tomada e dependerá de uma conversa com o presidente Lula, na qual será avaliada a conveniência de uma eventual saída estratégica do ministério. O ex-governador do Ceará ressaltou que o objetivo seria contribuir de forma mais direta com o projeto político do partido nas eleições de 2026.
Prazo legal e cenário eleitoral
Caso a exoneração se confirme, Camilo Santana também passará a figurar como nome disponível para disputar cargos majoritários em 2026. Isso porque o mês de março marca o prazo-limite de desincompatibilização para ministros de Estado que pretendem concorrer nas eleições.
A possibilidade reacende especulações sobre o papel que Camilo poderá desempenhar no próximo ciclo eleitoral, seja como articulador político central no Ceará, seja como potencial candidato a cargos de maior projeção.
Peso político no Ceará
Ex-governador por dois mandatos e um dos principais líderes do PT no Nordeste, Camilo Santana tem atuação decisiva no cenário político cearense e nacional. Sua eventual saída do MEC para atuar diretamente na campanha é vista nos bastidores como um movimento de fortalecimento do palanque governista, especialmente na disputa pela reeleição de Elmano de Freitas e na consolidação do projeto do PT no estado.
A definição sobre o futuro de Camilo no Ministério da Educação deve ocorrer nas próximas semanas, após o diálogo com o presidente da República e a avaliação do contexto político e administrativo.





