/Camilo e a onda de violência no Estado do Ceará. Por Reginaldo Silva

Camilo e a onda de violência no Estado do Ceará. Por Reginaldo Silva

Imputar a crise de Segurança Pública a um único governo é um crime. Foram décadas de negligência com o problema. Muita falácia e pouco resultado, muitos lucraram com a crise de violência, financeira e politicamente, mas coube aquele que foi mais criticado, a tarefa de resolver a situação. Camilo Santana foi chamado de frouxo, inoperante e outros adjetivos que serviam de palanque para paladinos da Segurança Pública, ao mesmo tempo que reforçavam a tese do fortalecimento do crime organizado e que na prática não contribuía em nada para o enfrentamento de facções organizadas.

Camilo demonstrou que estava disposto a enfrentar o problema da Segurança Pública no Estado ao criar uma pasta específica, a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP). O enfrentamento já estava previsto, ele só foi antecipado pelas declarações do novo secretário, Luis Mauro Albuquerque, que disse não reconhecer as facção e que os presos são tutela do Estado, portanto, quem manda é o Estado. Mauro Albuquerque falava com a propriedade de quem já havia resolvido a crise penitenciária de Alcaçuz, no Rio Grande do Norte, que já durava 14 dias e deixava um saldo de 26 mortos.

Camilo só teve sossego até a posse, no dia 2 de janeiro começaram os primeiros ataques das facções a ônibus, viadutos, agencias bancarias e prédios públicos. O governador agiu rápido e teve a humildade de recorrer ao governo Federal de imediato pedindo ajuda da Força Nacional. Dois dias depois dos primeiros ataques as forças federais já estavam nas ruas, bem como os reforços policiais de vários Estados da Região Nordeste. Mauro promoveu uma verdadeira varredura nos presídios recolhendo celulares e TVS que facilitavam a comunicação dos presidiários com os faccionados do lado de fora. Quando as coisas pareciam entrar no controle, novos ataques foram registrados, com maior vigor e maior ousadia. As facções resolveram atacar uma Torre de Transmissão na Região Metropolitana de Fortaleza deixando vários bairros sem energia elétrica.

Camilo recorreu a Assembleia Legislativa do Estado para aprovar um pacote de medidas para conter a onda de violência no Ceará. A Assembleia aprovou a Lei da Recompensa que autoriza o Estado a pagar em dinheiro informações que levem a autores de atos criminosos. O Estado também ficou autorizado a aumentar o número de horas extras dos agentes de segurança, convocar policiais da reserva, criar banco de informações, evitar o fluxo de pessoas no entorno dos presídios, criar um fundo de Segurança Pública e promover a regularização de policiais militares cedidos de outros Estados para atuarem no Ceará. Camilo também mandou fechar aproximadamente 70 cadeias públicas de município do interior e transferiu todos os detentos para penitenciárias da Região Metropolitana de Fortaleza.

Com essas ações, Camilo Santana cresceu à medida que os ataque iam diminuindo suas frequências. A população cerceada no seu direito de ir e vir, começou a denunciar os ataques, foram aproximadamente 4 mil registros de ocorrências nos telefones divulgados pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Estado. Essa guerra ainda não terminou, talvez esteja apenas começando, mas, o Estado deu um grande passo na direção de assumir o controle da situação e garantir o direito de liberdade do cidadão cearense.

Camilo não fez acusações, não culpou ninguém pelo acúmulo de problemas gerados ao longo do tempo na Segurança Pública do Estado, cobrou leis mais rígidas para o enfrentamento de crimes que considera terrorismo e deixou todas as questões políticas de lado para colocar o interesse e a segurança do cidadão cearense em primeiro plano.

Camilo Santana e sua equipe ainda precisam solucionar o problema da ociosidade juvenil que é recrutada pelo tráfico de drogas e criar políticas públicas capazes de mantê-los no caminho do bem estar social. Ele que foi eleito com a maior votação proporcional do País, aproximadamente 80% dos votos, atingindo esses objetivos, certamente ganhará ainda mais a confiança do povo cearense.

 

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