Apesar da derrota na decisão para o chinês Wang Chuqin, número 2 do ranking mundial, Calderano deixou o Mundial com orgulho do desempenho e a certeza de que pode ir ainda mais longe. Em uma final de alto nível técnico, Wang levou a melhor por 4 sets a 1, com parciais de 12/10, 11/3, 4/11, 11/2 e 11/7, mantendo a hegemonia chinesa na competição, que dura desde 2003.
Tem um significado enorme essa medalha. Sempre foi um dos meus grandes objetivos. Há alguns anos, era muito difícil pra um brasileiro sonhar com uma medalha em um Mundial. Nós conseguimos esse objetivo. Claro que ficou um gostinho de ‘quero mais’, de sair daqui campeão mundial. Tenho certeza de que vou ter outras oportunidades, afirmou o brasileiro, atualmente número 3 do mundo.
A campanha de Calderano impressionou pela consistência e pelo nível dos adversários superados. Nas semifinais, eliminou o também chinês Liang Jingkun, um dos favoritos ao título, consolidando-se de vez entre os grandes nomes da modalidade.
A prata de Calderano representa um marco não apenas para o tênis de mesa brasileiro, mas para o esporte latino-americano como um todo, que pela primeira vez viu um de seus representantes romper a tradicional barreira imposta por potências como China, Alemanha, Coreia do Sul e Japão.
Com os olhos já voltados para os Jogos Olímpicos de Paris, em 2024, Calderano segue em busca do ouro inédito. E, se depender da evolução demonstrada nesta campanha, o sonho do título mundial pode ser apenas questão de tempo.
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