A partida aconteceu no lendário Rose Bowl, em Los Angeles, estádio que sediou a final da Copa do Mundo de 1994 e marcou uma noite histórica para o futebol sul-americano. O gol da vitória foi marcado por Igor Jesus, ainda no primeiro tempo, após jogada de contra-ataque iniciada pelo cearense Artur.
Com o resultado, o Fogão se isolou na liderança do grupo B, com 6 pontos conquistados em duas partidas. Mesmo com a derrota, o PSG permanece na segunda colocação, seguido pelo Atlético de Madrid, que venceu o Seattle Sounders por 3 a 1 mais cedo. A equipe americana segue sem pontuar.
Botafogo foi taticamente impecável
O Botafogo entrou em campo com foco total e uma estratégia bem definida: neutralizar o meio-campo parisiense e explorar os contra-ataques. O PSG, mesmo liderado pelo português Vitinha teve dificuldades para furar a bem postada defesa botafoguense, composta por Barboza e Jair, que fizeram partida impecável.
Aos 36 minutos da etapa inicial, Igor Jesus protagonizou o lance decisivo da partida. Em jogada de velocidade e inteligência, recebeu no mano a mano, levou vantagem sobre a marcação e bateu com categoria na saída do goleiro italiano Donnarumma.
No segundo tempo, mesmo com alterações ofensivas promovidas pelo técnico Luis Enrique, o PSG não conseguiu furar o bloqueio brasileiro, esbarrando em uma atuação segura e disciplinada da equipe carioca.
Vitória histórica
O triunfo do Botafogo é histórico para o futebol brasileiro e sul-americano. Desde 2012, quando o Corinthians venceu o Chelsea na final do Mundial de Clubes, um time brasileiro não superava um campeão europeu em competição oficial. A vitória reforça a força do futebol nacional e renova as esperanças de título mundial para o continente.
Próximo desafio
O Botafogo volta a campo na próxima segunda-feira (23/6), às 16h, para enfrentar o Atlético de Madrid. Com um empate, o Glorioso garante a liderança do grupo e se aproxima da semifinal do torneio. No entanto, ainda precisa pontuar para não depender de combinações de resultados.
A torcida alvinegra já sonha alto: o mundo voltou a olhar para o Botafogo com respeito — e o Glorioso quer mais.
(Foto: Vítor Silva/Botafogo)






