Bolsonaro pediu para não ver dados sobre falha no Enem por estar de ‘cabeça cheia’

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O presidente Jair Bolsonaro fala à imprensa no ministério da economia

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta segunda-feira (03/01), que pediu para não ver dados sobre falhas no Exame Nacional do Ensino Médio  (Enem) por estar com a “cabeça cheia”. “Ele (o ministro da Educação, Abraham Weintraub) queria apresentar para mim os dados. Eu não quis, (estava) com a cabeça cheia. Hoje eu saturei. Não conversei”, disse o presidente.

Bolsonaro e Weintraub viajaram juntos a São Paulo nesta segunda, 3 – uma ofensiva, tanto de parlamentares como de aliados do presidente, para a demissão do ministro se intensificou após a série de Enem. Em declaração em frente ao Palácio do Alvorada, quando retornou a Brasília, o presidente minimizou as falhas relatadas por milhares de estudantes sobre a prova. “Quase em todos os ano têm problema. Representa menos de ‘zero vírgula alguma coisa’ o problema”, disse ele.

O presidente chegou a dizer que as falhas poderiam ser resultado de uma “sabotagem”, apesar de não ter apresentar qualquer evidência.

Apesar de o presidente minimizar a situação, a falha trouxe consequências para os 3,9 milhões de participantes da prova. Já que o cronograma de programas, como o Sisu e o Prouni tiveram de ser suspensos por determinação judicial até que o ministério comprovasse documentalmente ter garantido a recorreção das provas.

O próprio MEC ainda não apresentou dados que comprovem que a falha na correção de 5.974 provas não interferiu na demais /AE

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