As peças custam entre US$ 150 (cerca de R$ 800, considerando o dólar a R$ 5,30), no modelo curto, e US$ 230 (cerca de R$ 1,2 mil), na versão longa. A procura intensa fez o produto esgotar em poucas horas e gerou filas em cidades como Nova York, Londres, Milão, Paris, Hong Kong, Tóquio, Seul e Singapura, que integram a lista global de apenas dez lojas físicas autorizadas a vender o acessório.
O iPhone Pocket é uma alça vestível de tricô 3D, “inspirada em um pedaço de tecido”, segundo a Apple, feita com um material elástico que acomoda qualquer modelo de iPhone e pequenos itens, como AirPods ou protetor labial. O formato, que lembra uma faixa de artes marciais, pode ser usado atravessado no corpo, preso à bolsa ou na mão.
A peça está disponível em duas versões: a curta, com oito cores, e a longa, em três, ambas feitas para esticar o suficiente e envolver o celular, chegando a revelar parte do conteúdo quando puxadas. Por ser uma edição limitada, as unidades foram vendidas apenas nas lojas selecionadas e no site da Apple, que também zerou o estoque minutos após o início das vendas.
Histórico de preços altos
O lançamento reacendeu discussões sobre o histórico da Apple de apostar em acessórios premium, e muitas vezes criticados, como o paninho para limpar a tela de US$ 19 (R$ 100), lançado em 2021, e o suporte de monitor de US$ 999 (R$ 3 mil), de 2019. Ao mesmo tempo, o preço do iPhone Pocket virou motivo de piadas nas redes sociais, com usuários comparando o acessório a uma “meia cortada” ou a objetos fictícios que fazem piada com o consumismo.
Apesar das críticas, especialistas americanos afirmam que a parceria com a Issey Miyake, aliada ao caráter limitado da coleção, impulsionou a venda rápida do acessório, e a falta de confirmação da Apple sobre uma possível reposição reforça a percepção de que o iPhone Pocket pode ter se tornado um item colecionável entre fãs da marca./AE


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