A pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (15/04) pela Folha de São Paulo, foi realizada pelo instituto entre os dias 11 e 13 deste mês, com 4.194 entrevistados, em 227 municípios em todo o País, com um percentual de erro de 2 pontos para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no TSE sob número BR-08510/2018.
No primeiro cenário o ex-presidente Lula (PT), mesmo estando preso, lidera a pesquisa com 31%, seguido por Jair Bolsonaro (PSL) com 15%. Marina Silva (Rede) é a terceira colocada com 10%, seguida por Joaquim Barbosa (PSB) com 8%, Geraldo Alckmin (PSDB) com 6%, Ciro Gomes (PDT) com 5%, Álvaro Dias (Podemos) 3% e Manuela D’ Ávila (PC do B) com 2%. Os demais candidatos obtiveram 1% ou não pontuaram, todos os números poderão ser conferido no final da matéria. Neste primeiro cenário foi retirado o nome do presidente Michel Temer (MDB) e colocado o de Henrique Meireles (MDB).
No segundo cenário, quando coloca-se o nome do presidente Michel Temer e tira o de Meireles, os números são os seguintes: Lula continua liderando com 30%, Jair Bolsonaro 15%, Marina Silva 10%, Joaquim Barbosa 8%, Geraldo Alckmin 6%, Ciro Gomes 5% e Alvaro Dias 3%. O presidente pontua apenas com 1%.
No terceiro cenário, ficaram fora da análise, o presidente Michel Temer, Henrique Meireles, Rodrigo Maia (DEM) e Flávio Rocha (PRB). Aqui Lula mantém os 31%, Jair Bolsonaro 16%, Marina Silva 10%, Joaquim Barbosa 8%, Geraldo Alckmin 6%, Ciro Gomes 5%, Alvaro Dias 4%, Manuela D’Ávila 2%. Neste terceiro cenário já é possível perceber a permanência de Joaquim Barbosa em quarto lugar nos três cenários, demonstrando uma certa consistência de sua candidatura.
No quarto cenário, no mais provável de todos os cenários aqui apresentados, a pesquisa tira o nome do ex-presidente Lula, coloca como representante do Partido dos Trabalhadores, o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad e deixa de fora o presidente Michel Temer. Neste cenário, Jair Bolsonaro lidera com 17%, seguido de Marina Silva com 15%, Ciro Gomes 9%, Joaquim Barbosa 9%, Geraldo Alckmin 7%, Alvaro Dias 5%, Manuela D’Ávila 2%, Fernando Haddad 2% e Fernando Collor de Mello (PTC) 2%. No cenário sem a presença do ex-presidente Lula, fica claro que Marina e Ciro são os maiores beneficiados com a ausência do petista no pleito, bem como Lula não consegue transferir votos para nenhum dos herdeiros da esquerda. Seja Haddad, Mariana ou Boulos.
No quinto cenário, também sem a presença de Lula, com Haddad sendo o candidato petista e o presidente Michel Temer entrando no cenário, os números se mantém. Jair Bolsonaro continua liderando com 17%, Marina se mantém em segundo com 15%, Ciro e Joaquim Barbosa ficam empatados com 9%, Geraldo Alckmin 7%, Alvaro Dias 4%, Manuela D’Ávila 2%, Fernando Collor de Mello 2%, Fernando Haddad 2% e Michel Temer 2%.
Em outro cenário, sai o nome de Fernando Haddad e entra o do petista Jaques Wagner e fica fora o presidente Michel Temer. Aqui Jair Bolsonaro continua liderando com 17%, Marina Silva 15%, Joaquim Barbosa e Ciro Gomes ficam empatados com 9%, Geraldo Alckmin 8%, Alvaro Dias 4%, Manuela D’Ávila 3% e Fernando Collor de Mello 2%.
No último cenário, a pesquisa também quis saber se o PT não lançar nenhum candidato e o presidente Michel Temer não for para reeleição, qual seria a decisão do eleitor diante desse quadro. Em quase todos os cenários Jair Bolsonaro mantém os 17%, Marina Silva 16%, Joaquim Barbosa e Ciro continuam empatados com 9%, Geraldo Alckmin 8%, Alvaro Dias 4%, Manuela D’Ávila 2% e Fernando Collor de Mello 2%.
A pesquisa Datafolha traz algumas revelações importantes do atual quadro político brasileiro, após a prisão do ex-presidente Lula.
1º- O PT dificilmente sobreviverá sem a presença de seu maior ícone, o ex-presidente Lula.
2º- O PSDB vai seguir o mesmo caminho do rival, um precisava do outro para se manterem vivos, O PT sem Lula, deixa o PSDB sem alvo, assim, sem nenhuma estrela para atacar, perde o protagonismo. Sua maior esperança na eleição passada, Aécio Neves, foi esmagado pela Lava Jato, o que sobrou foi Geraldo Alckmin, um governador apático, com baixos índices de aprovação e sem nenhuma empolgação para o eleitorado brasileiro. Há mais de um ano em campanha e não consegue quebrar a barreira dos dois dígitos, dificilmente sobreviverá.
3º- Joaquim Barbosa pode ser a grande surpresa da eleição, ganha o eleitorado simpatizante da Lava Jato, defensores de Moro e da Justiça, representa a classe das minorias e ainda carrega a toga da moralidade. Vai ter que se rebolar com Ciro Gomes para tentarem conseguir chegar ao segundo turno.
4º- Bolsonaro, se não ultrapassa a barreira dos 20%, também não cai e mantém um mesmo patamar, podendo lhe credenciar a uma vaga para em um eventual segundo turno. Mas, até hoje é considerado uma incógnita nos debates e entrevistas que ainda virão pela frente.
5º- Marina vem conseguindo se manter em uma posição privilegiada, em segundo lugar sem a presença de Lula, demonstrando que parte do eleitorado petista ainda nutre uma simpatia pela ex-militante da sigla. Não se sabe ainda se ela vai suportar a avalanche de imagens dela ao lado de Aécio, quando preferiu o político mineiro em detrimento do PT.
6º- Ciro precisa se distanciar de Joaquim Barbosa nos números para criar confiança do eleitorado e passar a certeza de que desta vez chegará ao segundo turno. Ciro e os demais candidatos apostam todas as fichas num eventual segundo turno contra Bolsonaro, partindo da premissa que um País divido, jamais irá dar oportunidade a um candidato de extrema direita como Bolsonaro. Ou Ciro se alia a Marina ou distancia dela de uma vez por todas, se ficar nesse meio termo irá favorecê-la e perderá perder uma eventual vaga no segundo turno.
CENÁRIO 1
- Lula (PT): 31%
- Jair Bolsonaro (PSL): 15%
- Marina Silva (Rede): 10%
- Joaquim Barbosa (PSB): 8%
- Geraldo Alckmin (PSDB): 6%
- Ciro Gomes (PDT): 5%
- Alvaro Dias (Podemos): 3%
- Manuela D’Ávila (PC do B): 2%
- Fernando Collor de Mello (PTC): 1%
- Rodrigo Maia (DEM): 1%
- Henrique Meirelles (MDB): 1%
- Flávio Rocha (PRB): 1%
- João Amoêdo (Novo): 0
- Paulo Rabello de Castro (PSC): 0
- Guilherme Boulos (PSOL): 0
- Guilherme Afif Domingos (PSD): 0
- Em branco / nulo / nenhum: 13%
- Não sabe: 3%
CENÁRIO 2
- Lula (PT): 30%
- Jair Bolsonaro (PSL): 15%
- Marina Silva (Rede): 10%
- Joaquim Barbosa (PSB): 8%
- Geraldo Alckmin (PSDB): 6%
- Ciro Gomes (PDT): 5%
- Alvaro Dias (Podemos): 3%
- Manuela D’Ávila (PC do B): 1%
- Fernando Collor de Mello (PTC): 1%
- Rodrigo Maia (DEM): 1%
- Michel Temer (MDB): 1%
- Flávio Rocha (PRB): 1%
- Paulo Rabello de Castro (PSC): 1%
- João Amoêdo (Novo): 0
- Guilherme Boulos (PSOL): 0
- Guilherme Afif Domingos (PSD): 0
- Em branco / nulo / nenhum: 14%
- Não sabe: 2%
CENÁRIO 3
- Lula (PT): 31%
- Jair Bolsonaro (PSL): 16%
- Marina Silva (Rede): 10%
- Joaquim Barbosa (PSB): 8%
- Geraldo Alckmin (PSDB): 6%
- Ciro Gomes (PDT): 5%
- Alvaro Dias (Podemos): 4%
- Manuela D’Ávila (PC do B): 2%
- Fernando Collor de Mello (PTC): 1%
- João Amoêdo (Novo): 1%
- Paulo Rabello de Castro (PSC): 0
- Guilherme Boulos (PSOL): 0
- Guilherme Afif Domingos (PSD): 0
- Em branco / nulo / nenhum: 13%
- Não sabe: 2%
CENÁRIO 4
- Jair Bolsonaro (PSL): 17%
- Marina Silva (Rede): 15%
- Ciro Gomes (PDT): 9%
- Joaquim Barbosa (PSB): 9%
- Geraldo Alckmin (PSDB): 7%
- Alvaro Dias (Podemos): 5%
- Manuela D’Ávila (PC do B): 2%
- Fernando Haddad (PT): 2%
- Fernando Collor de Mello (PTC): 2%
- Rodrigo Maia (DEM): 1%
- Flávio Rocha (PRB): 1%
- Henrique Meirelles (MDB): 1%
- João Amoêdo (Novo): 1%
- Paulo Rabello de Castro (PSC): 0
- Guilherme Boulos (PSOL): 0
- Guilherme Afif Domingos (PSD): 0
- Em branco / nulo / nenhum: 23%
- Não sabe: 3%
CENÁRIO 5
- Jair Bolsonaro (PSL): 17%
- Marina Silva (Rede): 15%
- Joaquim Barbosa (PSB): 9%
- Ciro Gomes (PDT): 9%
- Geraldo Alckmin (PSDB): 7%
- Alvaro Dias (Podemos): 4%
- Manuela D’Ávila (PC do B): 2%
- Fernando Collor de Mello (PTC): 2%
- Fernando Haddad (PT): 2%
- Michel Temer (MDB): 2%
- Rodrigo Maia (DEM): 1%
- Flávio Rocha (PRB): 1%
- João Amoêdo (Novo): 1%
- Guilherme Boulos (PSOL): 1%
- Paulo Rabello de Castro (PSC): 0
- Guilherme Afif Domingos (PSD): 0
- Em branco / nulo / nenhum: 24%
- Não sabe: 4%
CENÁRIO 6
- Jair Bolsonaro (PSL): 17%
- Marina Silva (Rede): 15%
- Joaquim Barbosa (PSB): 10%
- Ciro Gomes (PDT): 9%
- Geraldo Alckmin (PSDB): 8%
- Alvaro Dias (Podemos): 5%
- Manuela D’Ávila (PC do B): 3%
- Fernando Haddad (PT): 2%
- Fernando Collor de Mello (PTC): 2%
- João Amoêdo (Novo): 1%
- Guilherme Boulos (PSOL): 1%
- Paulo Rabello de Castro (PSC): 1%
- Guilherme Afif Domingos (PSD): 0
- Em branco / nulo / nenhum: 23%
- Não sabe: 4%
CENÁRIO 7
- Jair Bolsonaro (PSL): 17%
- Marina Silva (Rede): 15%
- Joaquim Barbosa (PSB): 9%
- Ciro Gomes (PDT): 9%
- Geraldo Alckmin (PSDB): 8%
- Alvaro Dias (Podemos): 4%
- Manuela D’Ávila (PC do B): 3%
- Fernando Collor de Mello (PTC): 2%
- Rodrigo Maia (DEM): 1%
- Henrique Meirelles (MDB): 1%
- Jaques Wagner (PT): 1%
- Flávio Rocha (PRB): 1%
- João Amoêdo (Novo): 1%
- Guilherme Boulos (PSOL): 1%
- Paulo Rabello de Castro (PSC): 0
- Guilherme Afif Domingos (PSD): 0
- Em branco / nulo / nenhum: 23%
- Não sabe: 4%
CENÁRIO 8
- Jair Bolsonaro (PSL): 17%
- Marina Silva (Rede): 15%
- Joaquim Barbosa (PSB): 9%
- Ciro Gomes (PDT): 9%
- Geraldo Alckmin (PSDB): 7%
- Alvaro Dias (Podemos): 4%
- Manuela D’Ávila (PC do B): 2%
- Fernando Collor de Mello (PTC): 2%
- Rodrigo Maia (DEM): 1%
- Michel Temer (MDB): 1%
- Flávio Rocha (PRB): 1%
- Jaques Wagner (PT): 1%
- João Amoêdo (Novo): 1%
- Paulo Rabello de Castro (PSC): 0
- Guilherme Boulos (PSOL): 0
- Guilherme Afif Domingos (PSD): 0
- Em branco / nulo / nenhum: 23%
- Não sabe: 3%
CENÁRIO 9
- Jair Bolsonaro (PSL): 17%
- Marina Silva (Rede): 16%
- Joaquim Barbosa (PSB): 9%
- Ciro Gomes (PDT): 9%
- Geraldo Alckmin (PSDB): 8%
- Alvaro Dias (Podemos): 4%
- Manuela D’Ávila (PC do B): 2%
- Fernando Collor de Mello (PTC): 2%
- Henrique Meirelles (MDB): 1%
- Flávio Rocha (PRB): 1%
- Rodrigo Maia (DEM): 1%
- Guilherme Boulos (PSOL): 1%
- João Amoêdo (Novo): 1%
- Paulo Rabello de Castro (PSC): 0
- Guilherme Afif Domingos (PSD): 0
- Em branco / nulo / nenhum: 23%
- Não sabe: 3%
(Reginaldo Silva, Ceará Noticias- com informações da Folha de São Paulo)






