O plenário inicia a primeira das cinco sessões de discussão da redução da jornada de trabalho. Depois, deve passar por dois turnos de votação. Alcolumbre justificou a postura dizendo que tem discutido a proposta desde o início do ano e que decidiu não colocar a PEC em votação antes para “não contaminar” o primeiro turno das eleições.
Agora, em meio à campanha para o segundo turno, declarou que concluída a discussão, cada senador poderá votar “com o seu coração, com a sua consciência e com a sua convicção”.
“Neste momento adequado cada senador e cada senadora desta legislatura terá o livre arbítrio de votar com o seu coração, com a sua consciência e com a sua convicção. Se acha razoável nós diminuirmos a escala de trabalho de quase 40 milhões de brasileiros que vivem na escala 6×1 há décadas ou se acham razoável os trabalhadores brasileiros terem a condição de ter mais um dia na sua vida de descanso para viver, para ficar com a família e para descansar”, disse a jornalistas.
Andamento
Alcolumbre deu andamento à PEC na última sexta-feira, dois dias antes das eleições, a contragosto da oposição ligada ao senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL). O fim da escala 6×1 é uma pauta prioritária para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e vista como um empurrão favorável ao petista.
Alcolumbre esteve com o ministro da articulação política José Guimarães e a líder do governo, Teresa Leitão (PT-PE), nesta terça para tratar da pauta.
Mais cedo, Flávio criticou a PEC e defendeu uma proposta alternativa apresentada pela oposição baseada na remuneração por hora trabalhada. O presidenciável declarou que o fim da 6×1 é uma pauta “eleitoreira” de Lula./Metrópoles






