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Agricultores resistem ao despejo de 150 famílias no Ceará

Na manhã desta quarta-feira (21/11), cerca de 150 famílias de agricultores do acampamento Zé Maria do Tomé, em Limoeiro do Norte, no Ceará, estão resistindo e negociando com a Polícia Militar para impedir o cumprimento de uma ordem judicial de despejo em uma área da União, que está localizada em um perímetro irrigado com forte a presença do agronegócio.

Os trabalhadores rurais sem-terra, que ocupam a área há quatro anos, estão cercados pelos policiais, que montaram um bloqueio na estrada que dá acesso ao acampamento para impedir a chegada de ônibus com pessoas que querem dar apoio aos agricultores.

No momento, os sem-terra e a ouvidoria de Direitos Humanos do governo do Ceará estão negociando um acordo com os policiais. Organismos pastorais da igreja católica e estudantes também estão no local.

O acampamento leva o nome de Zé Maria Tomé, devido o mesmo ter sido brutalmente assassinado no dia 21 de abril de 2010 “a mando do agronegócio por defender terra, água e alimentos livres de venenos. Ele lutava pela proibição da pulverização aérea e por terra para quem nela trabalha. O movimento colocou o nome do acampamento em sua homenagem.

 

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