Aécio se despede da presidência do PSDB e cogita faltar à convenção tucana

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PSDB1 BSB DF 28 11 2017 NACIONAL Reuniao da Executiva Nacional do PSDB para apresentacao do documento do PSDB que servira deÊbase para a campanha presidencial de 2018Êtem como um dos principais eixos a economia, responsavel por eleger umÊpresidente da Republica tucano, Fernando Henrique Cardoso, com o Plano Real em 1994. Intitulado "Gente em primeiro lugar: o Brasil que queremos".Na foto: Aecio Neves. FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADAO

O senador Aécio Neves (MG) se despediu nesta quarta-feira, 6, da presidência do PSDB sem ainda ter decidido se vai à convenção da sigla neste sábado, em Brasília.

Em uma fala que durou cerca de 20 minutos, Aécio se defendeu das denúncia da Procuradoria-Geral da República, cobrou “clareza” nas posições políticas da sigla, exaltou sua gestão à frente do partido e afirmou que foi inicialmente contra a ocupação de cargos no governo Michel Temer.

“Me incomoda pessoalmente algumas avaliações superficiais, eu diria até primárias, de quem não tem o menor conhecimento do PSDB”, disse o senador. Segundo relatos de participantes, Aécio lembrou que as reformas trabalhista e da Previdência foram “condições” do partido para apoiar o governo.

“Não há espaço para concessões. Defendo posição fechada. Pior do que a reforma ser aprovada sem os votos do PSDB, é ela não ser aprovada por falta dos votos do PSDB”, disse.

Sobre as denúncias, ele voltou a dizer que os recursos repassados pela JBS para a campanha presidencial foram de doações a diretórios regionais e candidatos estaduais e que o pedido de R$ 2 milhões a Joesley Batista foi empréstimo pessoal.

Após ser gravado pedindo o montante ao empresário, dono do Grupo J&F, o senador foi denunciado pela PGR por corrupção passiva e obstrução da Justiça. Aécio também é alvo de outras oito investigações na Corte por suspeitas levantadas em delações da Odebrecht, do senador cassado Delcídio Amaral e do lobista Fernando Moura.

No fim da reunião, Aécio distribuiu aos presentes um “balanço de gestão” de sua presidência. No documento de nove páginas, o senador rebateu as críticas de que o PSDB estaria fragilizado por causa das suas divisões internas.

(Estadão)

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