As vítimas estão acionando a Justiça com pedido de indenização por crimes sexuais cometidos por um médico.
O Tribunal de Justiça se posicionou por nota dizendo que: “não tomou ciência, até o momento, de qualquer reclamação disciplinar para apurar os fatos narrados. Contudo ressaltou que todas as denúncias ou reclamações relacionadas à atuação de juízes, submetidas à Corregedoria-Geral da Justiça, são devidamente apuradas”.
A Nota do advogado das vítimas diz ainda que estão sendo tomadas as providências para acionar a OAB para apurar o caso e o juiz em questão será acionado junto aos órgãos competentes.
NOTA NA ÍNTEGRA DO ADVOGADO DAS VÍTIMAS:
“Informamos que já estamos tomando as providências para acionar a OAB e o juiz em questão, representando o juiz junto aos órgãos competentes, pois entendemos que houve uma violação de prerrogativas e desrespeito com as partes e advogados. Pela legislação, e códigos de ética da magistratura, os juízes devem garantir a dignidade da justiça, tratar as partes com respeito e de forma igualitária.
Quando o Juiz faz comentários acerca do comportamento das mulheres na audiência, está fazendo um juízo de valor em desfavor da vítima. Colocando o comportamento das mulheres como uma justificativa para agressões e abusos, de maneira desumana. Colocando a vítima como culpada, ou seja, a vítima passa a ocupar o banco dos réus.
As falas do juiz demonstram uma total inadequação do seu dever de parcialidade. Iremos buscar a reparação desse comportamento junto aos órgãos competentes, buscando coibir a violência de gênero ocorrida em audiência por autoridades que agiam, ou deveriam ter agido, em nome do Estado. Há no discurso do juiz uma clara e inaceitável naturalização da violência de gênero contra uma vítima de abuso sexual praticada por um médico. Outra conduta parcial por ele praticada que iremos buscar a reparação é o silenciamento dos advogados da vítima com o indeferimento de todos os seus requerimentos, o que configura claro óbice ao exercício da advocacia.”






