Dos 190 deputados que assinaram a lista da chamada CPI para acabar com a Lava Jato, estão alguns parlamentares cearenses: André Figueiredo (PDT), Aníbal Gomes (DEM), Chico Lopes (PC do B), José Aírton Cirilo (PT), Luizianne Lins (PT), Macedo (PP) Raimundo Gomes de Matos (PSDB), Odorico Monteiro (PSD), Moses Rodrigues (MDB), Vitor Valim (Pros) e José Guimarães (PT).
Depois da divulgação da famosa lista com o nome dos deputados que assinaram o requerimento, muitos solicitaram a retirada de seus nomes e estão alegando que o cabeçalho foi alterado e que sua assinatura não serviria para atender aquele propósito. Contudo, todos os parlamentares são conscientes que o regimento da Câmara não permite a retirada de assinaturas após a apresentação do requerimento.
Está marcada para hoje (19/06), às 14h uma reunião com o presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM), para debater o assunto e encontrar uma solução para o problema, já que o episódio causou um desgaste desnecessário aos parlamentares, uma vez que, do jeito que as coisas andam em Brasilia, eles deveriam desconfiar até da própria assinatura.
Na página do PDT na Câmara, foi publicada uma Nota da Liderança assinada pelo deputado André Figueiredo.
Confira Nota na íntegra:
O requerimento de pedido de instalação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) 4308/2018, assinado pela maioria dos líderes de partidos da Câmara dos Deputados, visa investigar esquemas de venda de proteção em delações premiadas por parte de advogados e delatores no âmbito da Operação Lava Jato e em investigações anteriores.
Taxa de proteção – O ponto de partida para a CPI são as delações dos doleiros Vinícius Claret, o Juca Bala, e Cláudio de Souza, integrantes do esquema comandado por Dario Messer, chamado de “doleiro de todos os doleiros”. Em suas delações, ambos acusam o advogado Antonio Figueiredo Basto, um dos maiores especialistas do País em colaborações premiadas, de cobrar uma “taxa de proteção” de US$ 50 mil mensais (cerca de R$ 185 mil) de outros integrantes do esquema.
O dinheiro, segundo pessoas que acompanham o caso, seria para proteger outros participantes de futuras delações, conforme matéria publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo.
Deputado André Figueiredo
Líder do PDT






