Por Reginaldo Silva- Professor, Radialista e Jornalista

Hoje é um dia histórico para direita e para a esquerda do país. A direita chora a inelegibilidade de Jair Messias Bolsonaro, maior líder populista da camada conservadora da nação. A esquerda comemora a derrota da força mais combativa do antipetismo no Brasil.
Não precisava ser nenhuma Cassandra para prevê o destino do Capitão do Exército que virou presidente. Injustiça, punhalada, ditadura, vence o sistema, Deus acima de tudo, Brasil acima de todos, bradam os eufóricos bolsonaristas, ainda revoltados com a decisão do TSE.
Grande dia, por império da lei, justiça foi feita, aqui se faz, aqui se paga, tchau querido, acabou, desabafam e gritam os mais radiantes esquerdistas.
Do lado da Justiça, fica a lição de que ninguém está acima da lei. O corregedor da Justiça Eleitoral relatou que Bolsonaro teve um flerte nada discreto com o golpismo. Outro ministro considerou a reunião de Bolsonaro com embaixadores como um ato solene. Bolsonaro foi acusado de tentar solapar a confiabilidade do processo eleitoral e a defesa de outro ministro diz que ele participou de um encontro solene para informar os diplomatas sobre as tecnologias utilizadas no Brasil no processo eleitoral.
O voto de desabafo veio de Alexandre de Moraes, que fez um discurso duro de combate à mentira e às Fake News e deixou um recado ainda mais duro para os que tentar desafiar as leis nos futuros pleitos, de que o Poder Judiciário não vai tolerar o uso das redes sociais como arma contra a democracia, independentemente de ideologia, o recado foi dado, solenemente.
Com Bolsonaro inelegível fica aberta a temporada de apostas. Ainda não é possível saber se o capitão vai continuar na luta ou abandonar o barco como fez no final do pleito passado, deixando seu eleitores sem norte e viajando para os EUA. De olho no capital eleitoral do Capitão já tem um verdadeiro exército de prontidão. Veio de dentro de casa a mais diligente solicitude: “estou as ordens meu capitão”, escreveu a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro.
Por outro lado, a direita sonha com um nome mais eloquente, sem os arroubos de Jair e a centro direita também volta a se animar com a possibilidade do vácuo deixado pelo Messias.
O PT por sua vez perde seu grande trunfo de combate eleitoral, o medo da volta de Jair Bolsonaro ao Poder. Sem o capitão no páreo, o PT só terá duas alternativas, acertar ou acertar, se falhar, o antipetismo reacende com uma força ainda maior.
Depois da decisão do TSE, definitivamente, o medo de Bolsonaro, já não serve como álibi para o lulopetismo.






