Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP), em seu depoimento, a amiga de Dalliene disse que estava chegando ao apartamento por volta das 6 horas do sábado quando escutou alguns barulhos. Ela conta que chamou pela vítima, mas não teve resposta. A porta estava trancada.
As duas mulheres dividiam apenas uma chave e não costumavam trancar a porta, o que reforçou o estranhamento da amiga de Dalliene, a fazendo chamar pela polícia. Depois, a chave foi encontrada dentro do apartamento.
A polícia encontrou o corpo de Dalliene deitado na cama, com ferimentos no punho. Ela estava nua e tinha um travesseiro em seu rosto. Um vizinho teria escutado pedidos de socorro e barulhos. Não havia mais ninguém no apartamento, além de Dalliene.
A polícia aguarda os laudos dos exames que foram solicitados: sexológico, para saber se houve crime sexual; toxicológico, para saber se a vítima estava drogada; a necrópsia, que vai determinar a causa exata da morte; e o exame de resíduos no corpo, que avalia se há materiais na unha e na pele que indicam uma possível luta corporal e podem carregar material genético de um possível agressor.
A polícia não sabe dizer ainda se a vítima foi morta por sufocamento, visto que ela foi encontrada com um travesseiro em seu rosto, ou de outra maneira.
Testemunha escutou barulho no apartamento
Segundo a testemunha, em depoimento à polícia, foi ouvido um barulho de uma segunda pessoa no apartamento, que fica no 9º andar do prédio, ao chegar e encontrar a porta trancada. Nesse momento, ela desceu para a portaria do prédio e tentou telefonar e enviar mensagens para a amiga, mas não teve resposta. Quando ela voltou à porta, o apartamento já estava em silêncio. Ela então acionou o zelador e a polícia, que arrombaram a porta do apartamento e encontraram Dalliene morta.
A polícia investiga o que aconteceu neste período dentro do apartamento e se a vítima, de fato, estava com alguém. Eles estão analisando as câmeras de segurança do prédio, que mostram o elevador e a portaria, para identificar se havia alguém estranho.
A amiga de Dalliene disse que não suspeita de ninguém. Até onde se sabe, a vítima não mantinha um relacionamento amoroso e estava sozinha no apartamento ao longo da noite de sexta para sábado, enquanto a amiga esteve fora. Ela chegou por volta das 5h30 da manhã. A polícia foi acionada às 6h.
“Não temos um suspeito. Qualquer coisa que eu fale agora seria uma especulação. Estamos seguindo todo o procedimento de investigação, ouvindo as pessoas (moradores e funcionários do prédio e pessoas próximas à vítima) para tentar entender exatamente o que aconteceu”, diz a delegada Ivalda Aleixo, diretora do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil. “O que vai nos direcionar é a descoberta da causa da morte.”/AE
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