O prefeito afastado de Pacatuba e ex-parlamentar Carlomano Marques também já esteve nos bancos dos tribunais em 2012, na ocasião o Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) chegou a condenar Carlomano Marques por captação ilícita de sufrágio, nas eleições de 2010. A compra de votos estaria sendo mediada pela sua irmã Magaly, que oferecia consultas grátis no comitê de Carlomano. Ele recorreu da decisão e acabou concluindo seu mandato como deputado estadual.
Carlomano segue na UTI e quase todo seu staf administrativo foi preso na mesma operação. É importante que as autoridade amplie as investigações para evitar que essa prática seja perpetuada na administração pública e os culpados possam ser responsabilizados por seus atos.
ENTENDA O CASO
O prefeito de Pacatuba, Carlomano Marques (MDB), se tornou alvo de mandado de prisão, na manhã desta terça-feira (18/4), após deflagração da operação “Polímata”, realizada pelo Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) por meio da Procuradoria de Justiça de Crimes contra a Administração Pública (Procap), com apoio da Polícia Civil. A operação apura a prática de crimes contra a administração pública e licitação na prefeitura de Pacatuba, especialmente nos anos de 2021 e 2022, onde o município teria recebido um grande volume de recursos.
Os valores investigados na operação Polímata em Pacatuba passam dos R$ 19 milhões, o esquema girava em torno de dispensa indevida de licitação, contratação de empresas de fachada e pagamentos por serviços não prestados.
Nesta terça-feira (18/4) foram presos o prefeito Carlomano Marques (MDB), oito secretários e mais quatro gestores municipais, além de empresários que mantinham contratos com o município. A operação na prefeitura de Pacatuba mira especialmente os anos de 2021 e 2022, onde foram aplicados os maiores volumes de recursos no município.
A desembargadora Vanja Fontenele aponta na decisão que “há elementos robustos de que o esquema funciona sob os auspícios do gestor Carlomano Marques”, com suposta associação criminosa na cúpula administrativa do município de Pacatuba, objetivando na ação dar aparência de legalidade para as ilicitudes praticadas através de dispensa de licitação e fracionamento do objeto.
Ainda de acordo com a investigação do Ministério Público haveria lavagem de dinheiro ou ocultação de bens e valores em associação criminosa.
Os contratos referentes principalmente aos anos de 2021 e 2022, dispensavam a realização de licitação e eram feitos sistematicamente, além também da investigação apontar para incapacidade técnica, operacional e patrimonial de pessoas físicas e empresas que não atendiam a complexidade que os contratos exigiam.
As investigações também apontam para “notória incompatibilidade” entre o patrimônio dos responsáveis pelos contratos e os valores recebidos, ou seja, reforçando a tese de que participavam das ações apenas como laranjas.





